FAO e especialistas tentam incentivar consumo de insetos

527 espécies fazem parte da dieta em 36 países da África, em 29 da Ásia e em 23 das Américas

EFE,

20 de fevereiro de 2008 | 15h50

Centenas de especialistas analisam na cidade de Chiang Mai, no norte da Tailândia, como explorar o potencial nutricional e comercial das mais de 1.400 espécies de insetos que pessoas de diferentes regiões do mundo consomem.      Durante a conferência patrocinada pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), os especialistas se centrarão na identificação de métodos para criar insetos comestíveis.      "Ainda temos poucos conhecimentos sobre o ciclo de vida destes insetos, seu potencial comercial e a forma de criá-los", disse Patrick Durst, especialista da FAO.      Do total de espécies de insetos consumidas no mundo, 527 fazem parte da dieta em 36 países da África, em 29 da Ásia e em 23 das Américas.      Entre os insetos mais consumidos estão escaravelhos, gafanhotos, grilos, formigas, abelhas e borboletas, segundo o relatório da agência das Nações Unidas.      Segundo Durst, para conseguir aumentar o consumo de insetos comestíveis, é necessário que as empresas que os comercializam "melhorem o empacotamento e a promoção de seus produtos para atrair o potencial consumidor e ampliar assim a demanda, especialmente nas cidades".      De acordo com os especialistas que participam da conferência, o aumento da demanda destas criaturas criará emprego e elevará o poder aquisitivo da população rural, sobretudo em países como Tailândia, onde pelo menos 200 espécies de insetos são consumidas.

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