Falta de estrutura prejudica retirada de madeira ilegal no PA

Com o atraso de três dias no embarque da madeira, os marinheiros encarregados temem pela segurança

Agência Brasil,

29 de fevereiro de 2008 | 13h31

Em condições precárias, seis homens trabalham em um dos postos estratégicos para a retirada da madeira ilegal apreendida na cidade de Tailândia, no nordeste do Pará.   Veja também:  Amazônia: Ainda há tempo?  Números e mapas do desmatamento   Entrevista de Marina Silva à TV Estadão  Fórum Amazônia (vídeo em  8 partes)   São centenas de toras de árvores, cortadas na floresta e empilhadas às margens do Rio Moju, em um terminal fluvial a 15 quilômetros de Tailândia, por conta da estrutura precária para retirá-las dos caminhões e colocá-las nas balsas que devem levar o material para Belém.   "Essa madeira deveria ter embarcado na terça, mas hoje [quinta-feira] nós estamos aqui esperando. Só tem uma máquina com problema e eles não vêm aqui arrumar. Com sorte, a madeira sai daqui amanhã [hoje, sexta-feira]", lamentou Ceará, capitão da balsa, em entrevista à TV Brasil.   Ceará e os marinheiros passaram o dia aguardando uma mangueira para que a pá, que recolhe os enormes pedaços de madeira, pudesse funcionar. Segundo o capitão, em 30 minutos o problema estaria resolvido, caso um representante do governo do Estado estivesse no local para auxiliar nos trabalhos.   São duas plataformas, uma com capacidade para mil metros cúbicos de madeira e outra para 400 metros cúbicos, que já deveriam ter partido para Belém. O destino final seria um depósito em Marituba, na região metropolitana da capital.   Toda a madeira que está no terminal foi apreendida na semana passada, quando os fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificaram 13 mil metros cúbicos de árvores retiradas ilegalmente da floresta e armazenadas nas madeireiras da cidade. "Isso não é trabalho para só uma máquina. Era para ter mais uma, e as duas em condições normais. Assim fica muito difícil", disse o marinheiro Helinho.   Com o atraso de três dias no embarque da madeira, os marinheiros temem pela segurança. Na semana passada, uma manifestação popular ocorreu na tentativa de evitar que fiscais do Ibama autuassem madeireiras e carvoarias da região. "Nesta madrugada, a Polícia Federal apareceu. Mas, na noite passada, nós ficamos aqui com toda essa madeira sem proteção", revelou o capitão.   A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) do Pará reconheceu o problema e informou, por meio da assessoria de imprensa, que já adotou providências visando a minimizar as dificuldades de transporte da mercadoria apreendida. A secretaria informou também que estuda a possibilidade de deslocar outra máquina para auxiliar na remoção do material.

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