Exposição descreve a trajetória da humanidade na descoberta e uso de fontes de energia

A revista Scientific American foi conferir de perto as atrações da exposição “Discoveries 2010: Energy”, que abriu em maio e se estende até o dia 29 de agosto na ilha de Mainau, na Alemanha. A exposição descreve a trajetória da humanidade na descoberta e no uso de fontes de energia e antecipa futuros métodos para a produção de energia sustentável. A humanidade começou queimando madeira e outros materiais orgânicos, como óleo de baleia. Durante a Revolução Industrial, utilizou o carvão e o petróleo de forma intensiva. Os combustíveis fósseis agora sustentam boa parte da economia global, mas a um custo alto para o clima e o meio ambiente. O desafio é encontrar novas fontes de energia, menos maléficas à vida e à Terra.  Confira algumas das fontes de energia descritas no evento, com informações da Scientific American: O século do carvão No final do século XVIII, o carvão se tornou um dos recursos naturais mais utilizados do planeta. O resultado, em longo prazo, foi a industrialização em larga escala, a urbanização e a mobilização, especialmente na Europa e na América do Norte. O transporte de pessoas, bens e fontes de energia se tornou mais eficiente e fácil, e o mundo cresceu mais conectado. A maior desvantagem da combustão de carvão foi a poluição do ar, a poeira, as cinzas e muitas toneladas de gases causadores de efeito estufa no ar.  A sociedade do uso intensivo de energia  No século 20 o petróleo se tornou a mais importante fonte de energia do planeta. Acima de tudo, serviu de combustível para motores de combustão interna que revolucionaram a mobilidade, a produção e a vida cotidiana. A evolução do padrão de vida de milhões de pessoas baseou-se no aumento do consumo de energia. As sociedades intensivas em energia emergiram.  Poupadores de energia Em um futuro no qual as sociedades dependam mais de energia solar e eólica, a melhora da tecnologia das baterias que estocam essa energia poderia garantir a eletricidade, de forma sustentável, mesmo quando os ventos estão calmos e a luz do sol não estiver disponível. Usada em veículos elétricos, as baterias podem ser recarregadas em minutos com eletrólitos em forma líquida para possibilitar o transporte de pessoas e bens.  Eletricidade que vem da terra A energia geotérmica, que utiliza o calor extraído de fontes do subsolo, tem um potencial imenso de inovação e desenvolvimento, e poderia contribuir para um mix energético sustentável. Está disponível a qualquer momento e em qualquer lugar – independentemente da estação do ano, do clima e da hora do dia – e é praticamente inexaurível.  Gás natural A Biomassa é uma fonte de energia disponível em nível regional que pode ajudar a reduzir as emissões de CO2. É renovável e capaz de armazenar o carbono apropriado para a produção de combustíveis – para movimentar carros, por exemplo. Os combustíveis sintéticos têm a vantagem de ser mais puros e mais compatíveis com o meio ambiente do que os baseados em petróleo.  Trazendo a energia do Sol para a Terra O objetivo da pesquisa com fusão nuclear é alcançar na Terra alguns tipos de reação que geraram o incrível poder do sol. Um grama dos produtos da fusão de dois núcleos atômicos poderia gerar a energia de 11 toneladas de carvão. Requisitando temperaturas de mais de 100 milhões de graus Celsius, as reações da fusão têm de ser contidas em campos magnéticos.  Energia de alto-mar A tecnologia eólica ‘offshore”, que é relativamente nova, tem um grande número de benefícios: é amplamente aceita como fonte de energia renovável, e se baseia em ventos de alto-mar, que são considerados mais fortes e mais confiáveis que os ventos que chegam à costa. As turbinas eólicas podem gerar uma energia igual àquela gerada por uma grande usina à base de carvão.

18 Junho 2010 | 20h35

 

O poder do sol

 

O efeito fotoelétrico foi descoberto por Alexandre E. Becquerel em 1839 e Albert Einstein ganhou o prêmio Nobel pela sua explicação física desse efeito. Os cientistas dos Laboratórios Bell inventaram a célula fotovoltaica em 1954. Hoje, um revestimento anti-reflexo nas células fotovoltaicas está otimizando o comprimento da onda do espectro solar, emitindo maiores quantidades de fótons (partículas de luz). Como resultado, a luz refletida pelas células fotovoltaicas parece azul.

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