Ex-diretor de instituto florestal de MG é preso

O ex-diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Minas Gerais Humberto Candeias foi preso ontem sob acusação de envolvimento em esquema de fraudes para acobertar a derrubada clandestina de mata nativa para a produção de carvão, além de outras irregularidades. O carvão clandestino é usado principalmente para abastecer siderúrgicas do Estado.

Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2010 | 11h33

 

Candeias foi um dos alvos da operação Máfia Verde, desencadeada ontem pelo Ministério Público em parceria com a Receita estadual e a Polícia Militar. Além do ex-diretor, pelo menos outros quatro ex-servidores do órgão ambiental também foram presos por envolvimento no esquema. A ação ocorreu em Belo Horizonte e outras dez cidades mineiras.

 

Segundo o MP, o grupo também é acusado de desvio de verbas, cancelamento ilegal de multas de infrações ambientais, apropriação de honorários, fraude em licitações, acordos judiciais irregulares e pagamento indevido.

 

Candeias ficou sete anos na direção do IEF. Segundo sua assessoria, ele deixou o cargo há 11 meses para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas pelo PSL. “Por ser de um órgão fiscalizador, Humberto decidiu antecipar sua desincompatibilização, visando preservar o IEF de qualquer uso político da máquina administrativa ou gerar constrangimentos ao governo”, diz nota no blog do candidato.

 

De acordo com a assessoria do governo mineiro, porém, ele foi exonerado há 11 meses justamente por indícios de fraudes. Em 2009, o MP abriu investigação contra a chamada máfia do carvão, responsável pela sonegação de R$ 25 milhões, além do desmatamento clandestino de boa parte da mata nativa de Minas.

 

 

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