Europa congela, mas mundo está ficando mais quente, diz ONU

Segundo a organização, os estudos do clima desde 1850 mostram um aumento inegável na temperatura

REUTERS

09 Janeiro 2009 | 12h18

Pode estar bastante frio na Europa agora, mas o mundo fica mais quente e o aquecimento global continua sendo um perigo, disse a agência da ONU para o clima nesta sexta-feira, 9.     Veja também: Aquecimento terá efeito devastador sobre agricultura Cientistas explicam aquecimento global de 14 mil anos atrás Brasil fica em 8º lugar em índice de mudança climática Quiz: você tem uma vida sustentável?  Evolução das emissões de carbono    "O secretário-geral da WMO (sigla da agência em inglês), Michel Jarraud, afirmou que não podemos confundir o tempo que estamos vendo agora com o aquecimento global", disse Gaelle Sevenier, porta-voz da WMO, em um comunicado à imprensa. As temperaturas atingiram recordes de baixa na Alemanha e Marselha, que agora deveria estar ensolarada, teve fortes nevascas na quinta-feira. A Suíça também enfrenta temperaturas negativas pelo oitavo dia consecutivo. Os estudos do clima desde 1850 mostram um aumento inegável na temperatura, disse Sevenier. "O senhor Jarraud ressaltou que não pode haver dúvida de que a tendência ainda é o aquecimento e que a temperatura da superfície da Terra aumentou três quartos de grau desde o meio do século dezenove." A maioria dos cientistas acredita que o aquecimento global está causando tempos extremos, o que ocasiona furacões, enchentes e secas que destroem e matam. Embora 2008 tenha sido mais frio do que o ano anterior, é o décimo ano mais quente desde que a medição começou, segundo Sevenier. O porta-voz afirmou que o frio na Europa se deve ao fenômeno "La Niña", no qual a água da superfície do oceano Atlântico fica mais fria do que o comum devido a complexos processos meteorológicos que influenciam o clima no oceano Atlântico. La Nina - que significa "menina" em espanhol - é um fenômeno periódico que se alterna com o El Niño (menino), quando a água fica mais quente que o normal. Ambos podem afetar o clima no mundo. (Reportagem de Jonathan Lynn)

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