EUA querem carro que faça 13 km por litro até 2015

Secretária dos Transportes delineou o plano no Dia Mundial da Terra, estabelecendo cronograma agressivo

AP

22 de abril de 2008 | 16h45

A nova frota de caros e caminhões norte-americanos terá que atingir o rendimento de 13 quilômetros por litro até 2015. A Secretária do Departamento de Transportes, Mary Peters, delineou o plano no Dia Mundial da Terra, estabelecendo um cronograma mais agressivo que o inicialmente esperado pela indústria automobilística. Os planos respondem a uma nova lei de energia proposta pelo Congresso e assinada pelo presidente George W. Bush, que exige uma baixa média de consumo de novos carros e caminhões, de modo a atingir 14 quilômetros por litro até 2020.  Uma autoridade familiarizada com a proposta que definirá os padrões de 2011 a 2015 reafirmou a meta de 13 quilômetros por litro.  Espera-se que o plano economize US$ 54,7 bilhões (R$ 91 bilhões) em custos de combustíveis durante a vida útil dos novos veículos construídos entre 2011 e 2015. Será adicionado um custo médio de US$ 650 (RS 1 mil) por carro de passeio e US$ 979 (R$ 1.622) por caminhão em 2015, disse a autoridade, que pediu para não ter o nome revelado.  Representantes do Departamento de Transportes não quiseram comentar a proposta que, espera-se, será finalizada até o fim da administração Bush, em janeiro próximo. As montadoras se opuseram a aumentos nas regulamentações em anos passados, mas apoiaram uma versão de compromisso da legislação em trâmite no Congresso, em meio aos aumento dos preços da gasolina e preocupações sobre o aquecimento global.  As regulamentações fariam com que a indústria tivesse que implementar mais da metade dos requerimentos de eficiência de combustíveis até 2015 e as forçaria a produzir mais carros híbridos a gás e eletricidade, caminhões e SUVs movidos a diesel e avanços, como carros elétricos.  "Esses números são muito desafiadores. Eles irão forçar a indústria a inovar em maneiras que ela não tinha que fazer no passado e vai continuar a nos colocar em curso para uma significativa diminuição nas emissões de gases estufa em novos carros", disse Charles Territo, porta-voz para a Aliança de Fabricantes de Automóveis, que representa a General Motors, Toyota Motor, Ford Motor e outras. A nova lei representou a primeira mudança significativa nas regras automotivas em três décadas.

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