EUA prometem US$ 85 milhões para energias renováveis

Recursos serão destinados a fundo multinacional para tecnologias de eficiência energética

Richard Cowan , Reuters

14 Dezembro 2009 | 14h27

Os Estados Unidos prometeram nesta segunda-feira contribuir com US$ 85 milhões para um fundo multinacional de 350 milhões dólares destinado a acelerar a implementação de energia renovável e tecnologias de eficiência energética nos países pobres. 

 

O secretário americano de Energia, Steven Chu, também anunciou uma reunião que será realizada em Washington no próximo ano com ministros da Energia de importantes países desenvolvidos para discutir a implantação global de tecnologia de energia limpa. O anúncio foi feito paralelamente à Conferência do Clima (COP-15), em Copenhague. Nesta segunda, as negociações foram paralisadas temporariamente por países africanos, que acusaram os países ricos de tentar acabar com o Protocolo de Kyoto. As discussões já tinham sido retomadas nesta tarde.

 

Os projetos que o fundo irá apoiar incluem um plano para acelerar sistemas acessíveis de geração de energia solar para iluminação e lanternas de LED para pessoas que não têm acesso à eletricidade. Chu disse que os dispositivos vão eliminar a poluição do ar causada por lâmpadas de querosene que, segundo ele, contribuem para 1,6 milhões de mortes por ano nos países pobres. 

 

Outra faceta do programa é a promoção de  aparelhos mais eficientes de energia nos países em desenvolvimento e  informações e compartilhamento de tecnologias de energia limpa vinda dos países desenvolvidos. 

 

A Casa Branca disse que o financiamento vai incluir um fundo para mudanças climáticas do Banco Mundial que irá ajudar os países pobres a desenvolver planos nacionais de energia renováveis. Itália, Austrália, Grã-Bretanha, Holanda, Noruega e Suíça também estão participando da iniciativa e já prometeram fundos.

 

Falando de forma mais ampla sobre os esforços americanos para reduzir as emissões de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa associados às mudanças climáticas, Chu disse que a administração de Obama estava falando sério sobre ajudar a desenvolver tecnologia de carvão limpo. "O que nós queremos ver é o início da implantação de rotina dentro de oito ou 10 anos", disse Chu. As emissões de queima de carvão em centrais eléctricas são consideradas um dos maiores contribuintes para o aquecimento global.

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