EUA procuram maneiras de acabar com percevejos

Infestação volta com força ao país e preocupa autoridades, que já não sabem como exterminar o inseto

AP,

14 Abril 2009 | 18h38

O governo dos Estados Unidos está acordando para o que se tornou um pesadelo em muitas partes do país - um surto de percevejos.

 

O pequeno inseto, visto pela última vez em grandes quantidades durante a Segunda Guerra Mundial, está se recuperando. Eles estão infestando dormitórios de universidades, hospitais, abrigos para sem-teto e hotéis de Nova York a Washington.

 

Eles vivem em fendas e dobras de colchões, sofás e lençóis. E então, principalmente antes do amanhecer, eles emergem para se alimentar de sangue humano.

 

Tendo em vista o crescente número de reclamações para os números de informações das cidades, a Agência de Proteção Ambiental teve sua primeira reunião sobre percevejos nesta terça-feira, 14.

 

Realizada por um comitê federal da EPA, a conferência de dois dias, que levou 300 participantes ao hotel Sheraton Crystal City em Arlington, Virginia, vai fornecer informações e recomendações à Agência.

 

"O problema parece estar aumentando e poderia definitivamente ser pior em áreas densamente povoadas como cidades, embora possa ser um problema para qualquer um", disse Lois Rossi, diretor da divisão de registros do escritório de pesticidas do EPA.

 

E a EPA não está sozinha tentando lidar com o problema. G.K. Butterfield disse que planeja reintroduzir uma lei na próxima semana que expanda a verba para ajudar as autoridades locais com as infestações.

 

Um dos problemas na luta contra os percevejos é que poucos dos pesticidas são aprovados para uso em colchões e os aprovados são pouco eficientes. O percevejos também desenvolveram resistência a muitos dos produtos químicos no mercado.

 

"É um aparecimento mundial", diz Dini Miller, etnologista especialista em percevejos. As crescentes viagens internacionais aumentam a probabilidade dos percevejos pegarem carona vindos de países em desenvolvimento que nunca erradicaram completamente.

 

Percevejos não são conhecidos por transmitirem nenhuma doença, mas suas mordidas podem causar infecções e alergias.

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