EUA negam pressão para adiar acordo climático global

Os Estados Unidos negaram nesta quinta-feira que estariam tentando protelar um acordo global para o clima até 2020, e disseram apoiar uma proposta da União Europeia que busca delinear o caminho para um pacto mais ambicioso no combate às mudanças climáticas.

NINA CHESTNEY, REUTERS

08 Dezembro 2011 | 11h14

Representantes de quase 200 países têm até sexta-feira para decidir se irão se comprometer à assinatura de um acordo climático internacional até 2015, que entrará em vigor a partir de 2020.

Alguns países e grupos ativistas dizem que os Estados Unidos estão tentando adiar o acordo para 2020 ou para além dessa data, e que existe pouca possibilidade de progresso antes da eleição presidencial norte-americana do próximo ano. A questão é mais complicada considerando a disputa entre os republicanos e os democratas do partido do presidente Barack Obama sobre a legislação ambiental.

"Não tem fundamento algum sugerir que os EUA estejam propondo um adiamento da medida para 2020", disse nesta quinta-feira o enviado norte-americano para o clima, Todd Stern, a jornalistas.

"A UE está pedindo um caminho (para um futuro acordo). Apoiamos isso", afirmou.

A UE está pressionando os países por um acordo global em 2015, mas não estenderá o Protocolo de Kyoto -- o único pacto global que vincula legalmente os países no combate à mudança climática -- a não ser que os grandes emissores, entre eles EUA e China, também prometam cortes ambiciosos.

Os Estados Unidos disseram que só vinculariam a redução de suas emissões a um acordo internacional se a China e outros países em desenvolvimento, considerados grandes poluidores, se comprometessem igualmente.

Mais conteúdo sobre:
CLIMAACORDOEUA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.