EUA não esperam definição de corte de CO2 em Copenhague

Pelo menos 40 líderes mundiais já se comprometeram a comparecer à conferência de Copenhague

Associated Press,

13 Novembro 2009 | 14h18

A cúpula mundial de dezembro sobre mudança climática, em Copenhague, provavelmente não produzirá um tratado com força de lei para o corte de emissões dos gases causadores do efeito estufa, disse a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton.

 

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Falando a uma plateia de estudantes universitários nas Filipinas, Hillary disse que o governo Obama vai se esforçar para que seja firmado um forte "acordo quadro" que poderá servir de gabarito para um futuro pacto com metas obrigatórias.

 

"Vamos a Copenhague 100% comprometidos em criar um acordo quadro", disse ela. "Duvidamos que possamos chegar ao acordo com força de lei que todos querem, porque países demais têm dúvidas demais".

 

"Mas acreditamos que poderemos chegar a um acordo quadro muito forte", disse ela.

Os comentários repetem os feitos anteriormente numa reunião de ministros de Relações Exteriores da região da Ásia-Pacífico, em Cingapura.

 

"Não podemos permitir que a busca da perfeição atrapalhe o progresso", disse ela na quarta-feira, 11, em entrevista coletiva, pedindo a países, principalmente os europeus, que insistem em um tratado completo para que reduzam suas expectativas.

 

"Se todos nos esforçarmos ao máximo e abraçarmos a mistura correta de pragmatismo e princípios, acredito que podemos garantir um resultado forte que seria um passo no caminho de um acordo pleno", disse ela.

 

Conferência

 

Pelo menos 40 líderes mundiais já se comprometeram a comparecer à conferência de Copenhague. O encontro ocorrerá após dois anos de duras negociações lideradas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para rascunhar um acordo que deve substituir o Protocolo de Kyoto, válido até 2012.

 

Entre os presentes devem estar o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende. Obama disse que pode aparecer, mas não garantiu. Os EUA, que ignoraram o Protocolo de Kyoto durante os oito anos de George W. Bush no poder, são vistos como cruciais na questão. O país, porém, ainda não apresentou metas, também por causa do ritmo lento da legislação climática no Congresso.

 

Os cientistas das Nações Unidas afirmam que os países ricos devem cortar suas emissões de gases causadores do efeito estufa em entre 25% e 40% até 2020, tendo como base os índices de 1990. Com isso, evitariam que a temperatura da Terra aumentasse em 2 graus acima da média encontrada antes da Era Industrial, iniciada há mais de 150 anos. Qualquer aumento da temperatura acima desse nível pode causar uma catástrofe, dizem os especialistas.

 

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