Victor R. Caivano/AP
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'Estamos prontos para ajudar', diz Trump a Bolsonaro sobre Amazônia

O posicionamento do governo Donald Trump era aguardado, depois de outras nações já terem emitido notas em sinal de preocupação com o tema. Desde que tomou posse, o governo de Jair Bolsonaro tem feito um movimento de aproximação com o americano

Beatriz Bulla, correspondente em Washington

23 de agosto de 2019 | 17h04
Atualizado 23 de agosto de 2019 | 19h14

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter conversado com o presidente Jair Bolsonaro e oferecido ajuda americana, ao falar sobre as queimadas na Amazônia. O americano confirmou a conversa com o brasileiro pelo Twitter.

 

“Acabei de falar com o Presidente Jair Bolsonaro do Brasil. Nossas perspectivas comerciais futuras são muito empolgantes e nosso relacionamento é forte, talvez mais forte do que nunca. Eu disse a ele que se os Estados Unidos puderem ajudar com os incêndios na floresta amazônica, estamos prontos para ajudar!”, escreveu Trump, sem detalhar como a ajuda aconteceria.

Mais cedo, uma fonte do alto escalão do governo afirmou que os EUA "estão preocupados com o impacto dos incêndios na floresta amazônica nas comunidades, na biodiversidade e nos recursos naturais do Brasil e da região”.

O posicionamento do governo Donald Trump era aguardado, depois de outras nações já terem emitido notas em sinal de preocupação com o tema. Desde que tomou posse, o governo de Jair Bolsonaro tem feito um movimento de aproximação com o americano.

Líderes europeus, como o presidente da França, Emmanuel Macron, planejam discutir o tema no G-7, grupo das nações mais ricas formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

Questionada, a Casa Branca ainda não se respondeu se Trump está disposto a debater o assunto com os europeus no final de semana, na França.

Trump tem se mantido em lado oposto aos europeus no debate de proteção ambiental. Ele retirou os EUA do Acordo de Paris e, em junho, durante o G-20, mais uma vez se manteve isolado diante da renovação de compromisso dos demais países em tomar medidas para conter a mudança climática.  

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