EUA e emergentes chegam a acordo climático

Saída antecipada de Lula coloca em dúvida se o País aceitou os termos do acordo entre os países

Reuters e AP,

18 Dezembro 2009 | 18h58

Saída de Lula coloca acordo em dúvida. Foto: Staff/Reuters    

 

COPENHAGUE, Dinamarca - Segundo um membro do governo dos Estados Unidos, um acordo foi fechado sobre as emissões durante a reunião da potência com os países emergentes (Brasil, Índia, China e África do Sul), na 15ª conferência da ONU sobre o clima, realizada em Copenhague. No entanto, a saída antecipada de Lula da Dinamarca coloca em dúvida se o País aceitou os termos do acordo.

 

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O oficial do governo caracterizou o acordo, que náo tem força de lei, como um primeiro passo, mas disse que não era o suficiente para combater o aquecimento global.

 

Detalhes não estão claros, mas as nações devem ter acertado que cada país informe suas emissões por meio de "comunicações  nacionais", com possíveis consultas internacionais. Além disso, os líderes também concordaram com a formação de um mecanismo de financiamento e em limitar o aquecimento global a 2º Celsius. 

 

Segundo o jornal The New York Times, a negociação "está aquém das expectativas".  O blog do jornal britânico The Guardian também considera que Copenhage aponta para uma solução frágil. O espanhol El País enfatiza: "Estados Unidos e China fecham acordo vago que, ao menos, salva a cara dos mais de 110 chefes de Estado e de Governo que compareceram a Copenhage".

 

Reação brasileira

 

A posição brasileira sobre o acordo foi de "decepção", nas palavras de Sérgio Guerra, embaixador da delegação brasileira em Copenhgaue. "Estamos muito decepcionados. Não é o acordo que esperávamos", disse o diplomata.

 

Mesmo o trato não tendo agradado ao governo brasileiro, Guerra considera que ele possibilita que as negociações prossigam no ano que vem e tragam resultados mais concretos. "Pelo menos é um acordo que nos permitirá salvar algo e seguir negociando no ano que vem os números que não puderam ser fechados."

 

 

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