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EUA defendem proposta para redução de emissões na COP-15

Casa Branca diz que não pode se comprometer com corte maior porque plano ainda passará pelo Congresso

Efe,

15 Dezembro 2009 | 14h41

Os Estados Unidos defenderam nesta terça-feira, 15, na cúpula da ONU sobre as mudanças climáticas, em Copenhague, a oferta que apresentaram para a redução das emissões de gases estufa, que, de acordo com os americanos, é "comparável às demais" e, em alguns casos, até melhor que a da União Europeia (UE).

 

A proposta de Washington prevê, até 2020, a diminuição de 17% no volume de gases poluentes liberados na atmosfera em relação aos níveis de 2005. Porém, o plano dos EUA para ajudar no combate à mudança climática ainda precisa ser aprovado pelos legisladores americanos.

 

Por isso, segundo Todd Stern, chefe da delegação americana em Copenhague, os EUA não podem se comprometer a alterá-la. "A redução poderia ser bem maior, mas não nos comprometemos a isso agora porque isto é incerto e não queremos prometer algo que não temos", disse Stern em uma entrevista coletiva.

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O americano disse que as negociações na cúpula continuam e que hoje teve uma conversa "útil" com seu colega chinês, Xie Zhenhua. "Há muito o que fazer", afirmou Stern, que explicou que ainda há grandes diferenças entre os negociadores.

 

Segundo o representante, "não é possível um acordo significativo sobre o meio ambiente sem a China", por isso é muito importante que Pequim assuma um compromisso firme em Copenhague.

 

Já Andreas Carlgren, ministro de Meio Ambiente da Suécia, país à frente da Presidência rotativa da União Europeia (UE), lembrou hoje que "o tempo está se acabando" e que só restam 48 horas para preparar um acordo que possa ser assinado pelos chefes de Estado e de Governo. "Esperamos um amplo compromisso da China e dos EUA, do contrário não será possível limitar a 2° C o aumento da temperatura até 2100."

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