Luca Bruno/AP - 05/12/2009
Luca Bruno/AP - 05/12/2009

EUA declaram que emissões de gases-estufa são perigo à saúde

Decisão da Agência de Proteção Ambiental do país poderá levar a novas regulamentações das emissões de CO2

André Lachini, da Agência Estado,

07 Dezembro 2009 | 17h09

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) declarou nesta segunda-feira, 7, que os gases poluentes são um perigo à saúde pública e ao bem-estar, numa decisão que poderá levar a novas regulamentações das emissões.

 

A chamada "conclusão de perigo" anunciada pela administradora da EPA, Lisa Jackson, é necessária para que sejam feitos novos padrões de emissão para os automóveis, enquanto abre espaço para que grandes poluidores, como usinas termelétricas, refinarias de petróleo e indústrias químicas limitem a sua produção de dióxido de carbono e outros gases.

 

"Essas longas e atrasadas conclusões marcam 2009 na história como o ano em que o governo americano começou a enfrentar o desafio da poluição dos gases e tomou a oportunidade para fazer uma reforma em direção à energia limpa", disse Jackson em comunicado.

 

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A decisão controversa, que a administração indicou tomaria mais cedo neste ano, vem durante a abertura da cúpula mundial sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global em Copenhague, Dinamarca. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participará da cúpula em 18 de dezembro, no encerramento da reunião. Antes, Obama apenas faria uma rápida visita ao evento no dia 9. "Depois de conversar com outros líderes e do progresso obtido nas negociações, o presidente acredita que a contínua liderança americana pode ser mais produtiva por meio de sua participação no fim da cúpula de Copenhague em 18 de dezembro do que (uma passagem pela capital dinamarquesa) em 9 de dezembro", diz nota à imprensa distribuída mais cedo pela Casa Branca.

 

A conclusão da EPA contou com uma forte oposição de grupos econômicos e congressistas, os quais temem que as novas regulamentações colocarão uma carga sobre a economia. As conclusões preparam a regulamentação das emissões de gases poluentes através do Ato do Ar Puro, que alguns especialistas alertam será bem mais drástico que a legislação preparada pelo Congresso sobre a mudança climática.

 

A decisão que declara oficialmente o dióxido de carbono (CO2) um perigo coloca pressão renovada sobre os congressistas para que aprovem uma lei que corte as emissões.

 

Jackson disse que ela prefere que o Congresso tome a ação, mas afirmou também estar preparada para ir em frente na ausência de uma lei. As informações são da Dow Jones.

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