EUA criam agência federal para lidar com mudança climática

NOAA vai consolidar seus serviços sobre a situação climática em uma nova agência com sede em Washington

Associated Press,

08 Fevereiro 2010 | 15h01

O governo do presidente Barack Obama está formando uma nova agência para estudar e reportar a mudança climática, um tema que vem atraindo mais atenção nos últimos anos, à medida que as temperaturas pelo mundo se elevam, ameaçando arrasar colheitas, aumentar a disseminação de doenças e elevar o nível do mar, entre outros efeitos.

 

Década passada foi a mais quente já registrada, dizem EUA

 

 

O secretário de Comércio Gary Locke e a chefe a Administração Nacional de Oceano e Atmosfera (NOAA), Jane Lubchenco, planejam anunciar, ainda nesta segunda-feira, 8, que a NOAA criará um novo Serviço Climático para operar em conjunto com o Serviço Meteorológico Nacional  e o Serviço Oceânico Nacional.

 

A NOAA recentemente informou que a década 2000-2009 foi a mais quente já registrada no mundo; a segunda mais quente foi a de 90. A maioria dos cientistas de atmosfera acredita que o aquecimento é causado principalmente pelas ações humanas, com o acréscimo de gases à atmosfera a partir ad queima de combustíveis fósseis.

 

"Cada vez mais pessoas pedem mais e mais dados sobre o clima e como ele vai afetá-las", explicou Lubchenco. Por isso, as autoridades decidiram combinar as operações climáticas em uma única entidade.

 

Partes do Serviço Meteorológico que vinham estudando o clima, bem como escritórios de outras unidades da NOAA, serão transferidos para o novo serviço Climático.

 

A nova agência será encabeçada por Thomas Karl, atual diretor do Centro Nacional de Dados Climáticos. O Serviço Climático terá sede em Washington e contará com seis diretorias  regionais.

 

A NOAA também terá um portal sobre clima na internet, que segundo Lubchenco será "uma parada única para levantar informações sobre o clima".

A criação do Serviço Climático deverá estar completa até o fim do ano.

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