EUA confirmam viver pior desastre ecológico de sua história

Assessora para meio ambiente e energia da Casa Branca falou sobre o vazamento de petróleo na TV

EFE

30 Maio 2010 | 11h15

 

 

WASHINGTON - O vazamento de petróleo no Golfo do México é "possivelmente o pior desastre ecológico" da história dos Estados Unidos, afirmou hoje Carol Browner, assessora para meio ambiente e energia da Casa Branca.

 

Em declarações ao programa "Meet the Press", do canal NBC, a assessora falou depois que a companhia British Petroleum, responsável pelo derramamento, anunciou o fracasso dos planos de bloquear o fluxo de petróleo com uma injeção de lama pesada.

 

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"Isso quer dizer que há mais petróleo fluindo no Golfo do México que em qualquer outro momento de nossa história", disse Carol Browner, colocando, assim, o desastre acima do naufrágio do Exxon Valdez, no Alasca, em 1989.

 

A assessora da Casa Branca alertou que é possível que o petróleo siga vazando até agosto, quando estarão completos os dois poços alternativos que estão sendo furados pela BP, a solução apontada como definitiva para o problema.

 

Segundo ela, o Governo "está preparado para o pior", que seria a possibilidade de que nenhum dos métodos de contenção nesse meio tempo funcione e o problema não seja resolvido até que os poços alternativos sejam finalizados.

 

No mesmo programa de TV, o diretor de gestão da BP, Robert Dudley, indicou que a companhia poderá saber até o final da próxima semana se teve sucesso sua nova tentativa para conter o vazamento. Suttles, disse que a decisão da adoção de uma nova medida - a de cobrir o poço com uma cúpula - foi tomada após consultas com as autoridades federais.

 

A nova estratégia prevê serrar, com submarinos robôs, o encanamento rompido de onde sai o petróleo e cobrir o resto com o que é basicamente um gigantesco funil, através do qual se passaria o óleo a navios na superfície.

 

Ontem, a companhia British Petroleum (BP), responsável pelo vazamento de petróleo no Golfo do México, anunciou, que a operação para fechar o poço por meio da injeção de fluidos pesados, como lama, não obteve sucesso.  A operação "top kill" foi iniciada na quarta, mas com o fracasso da medida, cerca de 12 mil a 19 mil barris de petróleo continuam a vazar a cada dia no Golfo do México.

 

Texto atualizado às 13h09.

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