Brian Snyder/Reuters
Brian Snyder/Reuters

EUA combatem vazamento gigante de petróleo sobre e sob a água

Além das barreiras flutuantes , BP utiliza submarino para tentar fechar os vazamentos dos poços no fundo do mar

Reuters

05 Maio 2010 | 15h57

VENICE - Um exército de pessoas trabalhava arduamente acima e abaixo da superfície da água no Golfo do México na quarta-feira, 5, para deter um vazamento de petróleo e proteger a costa norte-americana em uma dos maiores esforços de contenção de um vazamento já montado.

 

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As equipes dispuseram milhares de vergalhões protetores para bloquear a enorme mancha e usou dispersantes para tentar desintegrar o óleo espesso à medida que a mancha lentamente movia-se perto de populares praias turísticas e áreas férteis de pesca, ameaçando causar uma catástrofe ambiental.

 

A gigante de energia baseada em Londres BP usou veículos submarinos operados remotamente para fechar um dos três vazamentos do poço atingido, mas o petróleo ainda fluía a uma taxa de 5 mil barris (210 mil galões/795 mil litros) por dia.

 

Um gigantesco dispositivo de contenção feito em aço que deverá ser colocado sobre o poço do vazamento estava sendo levado ao local na quarta-feira e deverá começar a operar dentro de seis dias, embora ele nunca tenha sido testado nessa profundidade e não há garantias de sucesso. A BP também começou a instalar um poço auxiliar, mas essa obra poderá levar dois ou três meses.

 

"O que pode acontecer aqui será um pouco frustrante no início, mas estou otimista de que encontraremos uma forma de fazer esse trabalho", disse Doug Suttles, diretor operacional da BP, à CNN.

 

Imagem de satélite mostra extensão da mancha de óleo (Foto: NASA)

 

Diversas centenas de barcos aproveitaram um segundo dia consecutivo de maré calma para colocar milhares de varas de contenção e empregar dispersantes; milhares de trabalhadores militares e civis participaram das operações.

 

Além disso, 2 mil voluntários nas comunidades da costa do Golfo preparam-se para ajudar na limpeza.

 

As autoridades estavam alertas para a chegada da primeira grande mancha de petróleo em terra, cujo tamanho foi estimado em ao menos 208 quilômetros por 112 quilômetros, e os cientistas monitoravam o impacto sobre os animais e plantas selvagens da região.

 

"Os riscos representados pelo vazamento de petróleo da BP ao ambiente e à economia da costa do Golfo continuam a crescer", disse o presidente da National Wildlife Federation, Larry Schweiger. "O petróleo que vemos na superfície da água é apenas parte do problema. Boa parte dele foi afundada por dispersantes e suspensa na coluna de água, apresentando uma grave ameaça aos peixes e aos outros animais e plantas marinhas", disse ele.

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