EUA censuram BP por descumprir prazos contra vazamento de óleo

O governo dos EUA ameaçou retirar a BP dos esforços para tampar o poço de petróleo que vazou no Golfo do México se ela não se empenhar mais para parar o derramamento, apesar de admitir que só a companhia e a indústria petrolífera têm o conhecimento para deter o vazamento em águas profundas.

MATTHEW BIGG E CHRIS BALTIMORE, REUTERS

23 Maio 2010 | 18h22

O secretário de Interior dos EUA, Ken Salazar, disse no domingo que Washington está frustrado e com raiva porque a BP tem perdido "prazo atrás de prazo" no seu esforço de selar o poço, mais de um mês depois que a explosão em uma plataforma de óleo provocou o desastre.

"Estou zangado e frustrado, porque a BP tem sido incapaz de parar esse vazamento de óleo e de fazer com que a poluição não se espalhe. Estamos tentando há 33 dias, e prazo após prazo têm sido descumpridos," disse Salazar, depois de visitar a sede norte-americana da BP, em Houston.

"Se acharmos que não estão fazendo o que deveriam estar fazendo, vamos empurrá-los para fora, da maneira adequada," ele disse aos repórteres, enquanto a administração mantinha sua posição linha dura.

Os comentários duros de Ken foram feitos depois das declarações do presidente Barack Obama, no sábado, quando ele disse que o vazamento de óleo foi causado por um "colapso de responsabilidade" na BP. O desastre, ainda em andamento, se tornou uma das maiores prioridades na já lotada agenda doméstica de Obama.

O chefe da Guarda Costeira, almirante Thad Allen, reconheceu no domingo que o governo é obrigado a confiar na BP e no setor privado de petróleo para tentar tampar o poço que jorra, incessantemente. Ao mesmo tempo, a BP disse que o método de contenção que estava tentando usar no fundo do oceano, está captando muito menos óleo do que há três dias.

Engenheiros da companhia estavam preparando outras soluções de curto prazo, sendo que a próxima deverá começar na terça feira. Mas o presidente da BP, Bob Dudley, disse que não havia nenhuma certeza de sucesso nas profundezas nas quais as medidas estão sendo aplicadas -- 1,6 quilômetros de profundidade no Golfo do México.

Mais de um mês depois que uma explosão na plataforma desencadeou o que Obama descreveu como um desastre ambiental, e uma "confusão da BP," o óleo continua jorrando, praticamente sem controle, do poço defeituoso da BP.

Mais conteúdo sobre:
AMBIENTE OLEO GOLFO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.