Felipe Rau/ Estadão
Felipe Rau/ Estadão

Estado promove seminário sobre resíduos sólidos nesta quarta-feira

Evento, em parceria com a Federação do Comércio de São Paulo, começou às 9h e teve a participação do prefeito Fernando Haddad

Giovana Girardi e Anna Carolina Papp, O Estado de S.Paulo

28 Maio 2014 | 09h41

Atualizado às 13h

O Estado e a Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio) promoveram nesta quarta-feira, 28, o seminário "Soluções para o lixo: você, sua empresa e sua cidade estão preparados para cumprir a nova lei de resíduos sólidos?". O evento, no qual esteve presente o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, discutiu, entre outras questões, o que o empresário do setor de comércio e serviços precisa saber e fazer para se adequar à legislação de resíduos sólidos, que já começa a valer no dia 3 de agosto em todo o Brasil.

Participaram do seminário, que começou às 9h no auditório da Fecomércio: Ricardo Gandour, diretor de Conteúdo do Grupo Estado; Lauro Moretto, vice-presidente executivo do Sindusfarma; Ezio Antunes, diretor executivo do Jogue Limpo; Tatiana Barreto, promotora de Justiça; e José Goldemberg, presidente do Conselho de Sustentabilidade da Fecomércio.

Durante a abertura do evento, Ricardo Gandour disse que é papel do jornal O Estado de S.Paulo colaborar com a discussão e o debate de temas como esse. "Para o jornal, o assunto da sustentabilidade não é novidade. Desde a década de 90, temos um espaço sistemático para a gestão das questões ambientais." Sobre as metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos que vencem em agosto, Gandour lembrou o "hábito do brasileiro de deixar sempre para a última hora" e ressaltou que essa hora já chegou. "Esperamos que a data seja um incentivo para que a sociedade discuta e encaminhe a destinação dos resíduos", disse o diretor de Conteúdo do Grupo Estado.

O secretário de Meio Ambiente do Estado, Rubens Rizek, disse no início do seminário que o Plano Estadual de Resíduos Sólidos, que está para ser lançado em setembro, deverá trazer um prazo para que as empresas se adequem à Logística Reversa. Segundo Rizek, "nenhum produto será comercializado no Estado se não tiver logística reversa implantada". Rizek disse que os técnicos ainda estão definindo esse prazo, que poderá ser de cinco ou dez anos após o lançamento do plano.

A Logística Reversa é caracterizada por um conjunto de ações para viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para que sejam reaproveitados em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos. O programa Jogue Limpo do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) foi um exemplo destacado nesta manhã pelo diretor executivo do programa, Ezio Antunes, durante o seminário.

Segundo Antunes, o volume reciclado pelo programa Jogue Limpo desde 2005 é equivalente a 600 maracanãs em embalagens. Só em 2013, foram 59 milhões de embalagens plásticas recicladas. A categoria, de empresas distribuidoras de combustíveis e lubrificantes, foi a primeira a fazer um acordo direto com o Ministério do Meio Ambiente, em 2012. "Fazemos coletas sobretudo em postos de gasolina e concessionárias, que correspondem de 45 a 50% do volume", disse Antunes.

A meta do programa é reciclar de 70 a 75 milhões de embalagens em 2014. Antunes destaca, no entanto, o alto custo da operação."A empresa só consegue recuperar 20% do que gasta no processo. Um plástico reciclado paga os mesmos impostos que um plástico 'original'", disse.

 

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