Divulgação
Divulgação

Estado de SP ganha primeira estrada com proteção para animais

Rodovia Dr. Carlos Botelho tem pavimentação ecológica com bloquetes; motoristas devem parar casos bichos entrem na pista

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

23 Novembro 2015 | 13h58

SOROCABA - Desde a manhã desta segunda-feira, 23, os veículos que trafegam pelos 33 quilômetros da Rodovia Doutor Carlos Botelho (SP-250), entre Sete Barras e São Miguel Arcanjo, no sudoeste paulista, têm de seguir regras que não se aplicam a outras estradas. A velocidade máxima varia de 20 km/h a 40 km/h e, se um animal entrar a pista, o motorista é obrigado a parar.

"As pessoas virão conhecer as belezas da Mata Atlântica nessa que é também uma ligação importante do litoral sul de São Paulo e do Vale do Ribeira com a região de Sorocaba", disse o governador durante o evento. 

Alckmin lembrou que foi preciso criar uma lei especial para o calçamento da estrada, pois ela corta o Parque Estadual Carlos Botelho, unidade de conservação com 37,6 mil hectares de Mata Atlântica e abrigo de espécies ameaçadas, como o mono-carvoeiro e a onça pintada.

O calçamento com bloquetes foi concebido para gerar um ruído no atrito com os pneus dos veículos, alertando os animais. Foram instaladas 16 passagens aéreas - uma espécie de passarela ligando a copa das árvores -, e 12 passagens subterrâneas, com o aproveitamento de pontes para o trânsito dos bichos.

A velocidade, de até 40 km/h nas retas e 20 km/h nas curvas da Serra das Macacas, será controlada por radares que ainda não foram instalados. Há mirantes para a observação da mata e de aves. Um ambulatório veterinário foi montado para atender animais feridos.

O governo estadual investiu R$ 54,7 milhões na obra. A passagem dos veículos é controlada nos portais existentes nos dois extremos da estrada. Na entrada, os veículos são obrigados a parar e recebem uma ficha de controle, devolvida na saída. O controle visa a evitar o furto de palmito ou espécies nativas e eventual tráfico de animais silvestres. Em caso de suspeita, os veículos serão revistados.

Já o tráfego de caminhões é restrito a nove toneladas. O governo estadual investiu R$ 54,7 milhões na obra.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.