Ricardo Rojas/Reuters
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Estado de Nova York decreta situação de emergência por causa do furacão Sandy

Segundo meteorologistas, com ventos de 400 quilômetros, fenômeco pode se transformas em 'supertempestade'

Reuters

26 Outubro 2012 | 17h13

Atualizado às 21h09

NASSAU - O furacão Sandy se arrasta na sexta-feira, 26, na direção da Costa Leste dos EUA, após matar pelo menos 41 pessoas no Caribe. O governador do Estado novaiorquino, Andrew Cuomo, decretou situação de emergência, o que permite acesso facilitado às verbas públicas. A região de Nova Jersey e o município de Nova York anunciaram preparativos para uma possível catástrofe.

Meteorologistas disseram que a tempestade, que causa ventos num raio de mais de 400 quilômetros, começou a se fundir no topo da atmosfera com uma massa de ar polar sobre o leste dos EUA, podendo dar origem a uma "supertempestade" híbrida na região.

"Os modelos estão sugerindo que a tempestade pode na verdade se tornar mais bem organizada ou se intensificar um pouco, não devido ao processo normal que esperaríamos de um ciclone tropical, mas mais com relação a esse fenômeno meteorológico ", disse Todd Kimberlain, meteorologista do Centro Nacional de Furacões (CNF) dos EUA, em Miami.

A previsão atual é de que o Sandy chegue à costa norte-americana no começo da próxima semana, em algum ponto entre Virgínia, Maryland ou Delaware até Nova York ou o sul da Nova Inglaterra. As autoridades municipais de Nova York cogitam interromper o tráfego urbano antes da chegada da tempestade.

O furacão já afeta a campanha presidencial norte-americana, a menos de duas semanas da eleição de 6 de novembro. Um assessor do candidato republicano, Mitt Romney, disse que ele cancelou um comício na noite de domingo em Virginia Beach, na Virgínia.

A campanha do presidente Barack Obama disse que ele está monitorando a situação. Sua agenda prevê compromissos no sábado em New Hampshire e na segunda-feira em Ohio e na Flórida.

Um longo trecho da Costa Leste da Flórida está sob alerta de tempestade tropical, e o estado de observação vigora até a Carolina do Norte. Ventos e chuvas causados pelo Sandy já eram sentidos em grande parte da Flórida, onde escolas fecharam e vários aeroportos registraram atrasos nos voos.

Na noite de quinta-feira, o Sandy foi rebaixado da categoria 2 para a 1 na escala Saffir-Simpson, depois de passar por ilhas pouco habitadas no sudeste das Bahamas, arrancando alguns telhados e provocando apagões. As Bahamas registraram uma morte ainda sob investigação na ilha Lyford Kay, onde personalidades como o ator Sean Conney, o investidor Louis Bacon e o estilista Peter Nygard têm casas.

Em outros lugares do Caribe, o furacão provocou deslizamentos e enxurradas. O governo de Cuba disse que 11 pessoas foram mortas na quinta-feira na ilha. Pelo menos 20 vítimas fatais foram registradas no Haiti, e três na vizinha República Dominicana e na Jamaica.

O governo de Cuba disse que 11 pessoas foram mortas na quinta-feira na ilha. Pelo menos 26 vítimas fatais foram registradas no Haiti, e três na vizinha República Dominicana e na Jamaica.

O número de mortos em Cuba foi excepcionalmente elevado para um país onde o regime comunista tradicionalmente se gaba da capacidade de retirar moradores de áreas ameaçadas por tempestades.

O CNF informou nesta tarde que o centro do Sandy se encontrava cerca de 695 quilômetros a sul-sudeste de Charleston, na Carolina do Sul, com ventos regulares de até 120 quilômetros por hora. Ele avança a 11 quilômetros por hora, o que é preocupante - quanto mais uma tempestade demora para passar, mais estragos ela pode causar.

Alguns especialistas alertam que o Sandy pode ser mais destrutivo que o furacão Irene, que causou prejuízos de 4,3 bilhões de dólares no ano passado nos EUA.

Com informações da Efe

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