Caren Firouz/Reuters
Caren Firouz/Reuters

Esquema especial escoltará 28 chefes de Estado

No grupo de 'alto risco' estão os presidentes de Colômbia, Venezuela e Irã

Marcelo Gomes - O Estado de S. Paulo

15 Junho 2012 | 23h00

RIO - Dos 122 chefes de Estado e governo que até a sexta-feira, 15, haviam confirmado à Polícia Federal presença na Rio+20, pelo menos 28 são considerados alvos de "alto risco" pelos responsáveis pelo esquema de segurança das delegações estrangeiras.

 

Neste grupo estão os presidentes do Irã, Mahmoud Ahmadinejad; da Venezuela, Hugo Chávez; e da Colômbia, Juan Manuel Santos. Eles contarão com o maior aparato de segurança durante sua permanência no Rio: número maior de agentes federais à disposição, maior quantidade de batedores e agentes de segurança nos comboios de deslocamento, carros de luxo blindados, e até mesmo acompanhamento de helicóptero, se necessário.

 

Os chefes de "alto risco" normalmente são oriundos de países com histórico de guerras, ataques terroristas e/ou instabilidade política. A única participante que não é chefe de Estado, mas contará com o grau máximo de esquema de segurança, será a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que já confirmou presença no evento.

 

"O Brasil é um país pacífico. Porém, quando sediamos uma conferência mundial desta magnitude importamos os problemas dos outros países. Por isso, há toda essa preocupação com segurança", ressaltou o delegado Victor Cesar Santos, da Coordenadoria de Grandes Eventos da Polícia Federal do Rio.

 

No outro extremo da escala de risco, que tem três níveis, há cerca de 80 mandatários considerados de "baixo risco". Os restantes são classificados de "médio risco". As primeiras-damas também contarão com escolta reforçada da Polícia Federal.

 

Pode ser curioso, mas normalmente quem dá mais trabalho são os chefes de Estado de baixo risco e suas primeiras-damas. Os de alto risco já são disciplinados e evitam circular em shoppings, restaurantes e pontos turísticos, o que facilita o esquema de segurança", explicou um agente federal que participa do planejamento.

 

Classificação. A classificação de risco é feita pelo Núcleo de Segurança de Dignatários da PF. Os analistas cruzam informações da Interpol, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da própria Polícia Federal. A avaliação é feita com base em aspectos econômicos, políticos e religiosos de cada país, assim como na condição pessoal do chefe de Estado.

 

O presidente da Colômbia, por exemplo, foi incluído na lista de alto risco após a polícia argentina encontrar, em maio, uma bomba escondida no teatro onde o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe faria uma palestra em Buenos Aires. Além disso, há o histórico de problemas causados pelos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

 

Todo chefe de Estado contará com um agente da PF que será sua "sombra" enquanto estiver no Rio. O guarda-costas vai permanecer com a autoridade 24 horas por dia. O "sombra" deve estar preparado para qualquer tipo de ação hostil. Até mesmo para se colocar na frente do alvo e tomar um tiro em seu lugar, como nos filmes. No caso das chefes de Estado, o "sombra" será uma mulher. Todos os "sombras" receberam treinamento especial para o trabalho.  

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