Especialista prevê temporada de furacões mais intensa este ano

Ao menos 15 tempestades fortes para receber um nome deverão atingir Caribe e América do Norte, diz perito

Associated Press,

09 de abril de 2008 | 16h27

Um importante pesquisador de furacões previu nesta quarta-feira, 9, que a elevação da temperatura das águas do Oceano Atlântico provocará uma temporada de tempestades "bem acima da média", neste ano, no Caribe e na América do Norte, incluindo quatro grandes tormentas. A previsão mais recente da equipe de William Gray estima 15 tempestades fortes o bastante para receber um nome no Atlântico em 2008, com uma chance superior à média de que pelo menos um grande furacão atinja os Estados Unidos. "O Atlântico está um pouco mais quente que nos últimos anos", disse Phil Klotzbach, membro da equipe. "É uma coisa em que deveremos ficar de olho". Uma média de 5,9 furacões forma-se, a cada ano, no Atlântico. Gray havia previsto sete furacões e três grandes tempestades no boletim preliminar de dezembro. Um dos especialistas em furacões mais respeitados, Gray vem emitindo previsões de furacão por mais de 20 anos. Mas ele, e outros especialistas, passaram a receber críticas em tempos recentes por fazer previsões que se mostraram muito erradas. A equipe de Gray diz que previsões exatas são impossíveis, e que os alertas aumentam a conscientização das pessoas para os furacões. "Não nos envergonhamos de erros nas previsões. É da natureza da previsão para temporadas errar algumas vezes", disse Klotzbach em entrevista por telefone.  A temporada de 2007 assistiu a 15 tempestades com nome, seis das quais se tornaram furacões. Dois desses furacões foram de grandes proporções. Antes da temporada, que se estende todos os anos de julho a novembro, o governo dos Estados Unidos havia previsto de 13 a 17 tempestades com nome e seis furacões, sendo de três a cinco de grandes proporções. Gray errou mais, prevendo 17 tempestades com nome, nove furacões, cinco dos quais, grandes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.