Equipe de Obama pede que Senado aprova nova lei ambiental

'A negação do problema do aquecimento global não mudará nosso destino', disse o secretário de Energia

Associated Press,

07 Julho 2009 | 18h02

Quatro das principais autoridades dos setores de energia e meio ambiente do governo Obama pediram que o Senado americano aprove uma lei para reduzir a poluição ligada à elevação da temperatura do planeta.

 

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Os chefes dos departamentos de Energia, Agricultura, Interior e da Agência de Proteção Ambiental (EPA) disseram a um comitê do Senado que C asa deveria passar uma lei semelhante à que a Câmara aprovou no mês passado.

 

Essa lei pretende, pela primeira vez nos EUA, impor limites à emissão de gases causadores do efeito estufa, levando a uma redução de 80% no meio do século e pondo um preço na emissão de cada tonelada de gás carbônico.

 

"Não liberaremos todo o potencial da economia de energia limpa a menos que este comitê, e o Senado, ponha um limite máximo nas emissões de gases que aprisionam o calor e que estão danificando nosso ambiente", disse o secretário do Interior, Ken Salazar.

 

O secretário de Energia, Steven Chu, avisou que a elevação de temperatura prevista fará do mundo um lugar muito diferente, e disse que o único meio de evitar esse resultado é executando leis para conter as emissões.

 

"A negação do problema do aquecimento global não mudará nosso destino; uma lei ampla sobre energia e clima, que limite e então reduza as emissões de carbono, sim", disse Chu.

 

Destaques da lei

 

Exige que as geradoras de energia elétrica atendam a 20% de sua demanda por meio de fontes renováveis até 2020.

 

Determina investimentos em novas tecnologias limpas e em energias renováveis, sendo que esse investimento deve chegar a US$ 90 bilhões até 2025; em captura e sequestro de carbono (US$ 60 bilhões); em veículos elétricos e de alta tecnologia (US$ 20 bilhões); e em pesquisa científica básica (US$ 20 bilhões).

 

Determina novos padrões de economia de energia para edifícios e eletrodomésticos. Os edifícios deverão ser 30% mais eficientes até 2012 e 50% até 2016.

 

Determina a redução das emissões de carbono pelas principais fontes dos EUA em 17% até 2020 e 83% até 2050, tendo como base os níveis de 2005.

 

A partir de 2012, a lei estabelece um limite anual de toneladas de carbono e outros gases causadores do efeito estufa para os setores da economia que são grandes poluidores, como usinas termelétricas e refinarias de petróleo. A lei estabelece um sistema de comércio de permissões para emitir carbono, chamadas "autorizações de emissão", que as empresas poderão negociar no mercado.

 

A lei permite que os setores da economia que operarão sob os limites de emissão aumentem seus limites adquirindo compensações ao investir na redução do carbono produzido por setores isentos de limites, até o limite de 2 bilhões de toneladas de carbono ao ano. Metade dessas compensações poderão ser adquiridas no exterior, por exemplo, investindo na preservação de florestas tropicais.

 

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