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Equador sofre com fenômenos do aquecimento, diz cientista

Enquanto região andina do país atravessa uma severa estiagem, litoral é inundado por chuvas torrenciais

ANSA,

12 Fevereiro 2010 | 15h30

O executivo Miguel Jarrín, um dos diretores do Instituto Nacional de Meteorologia e Hidrologia do Equador, afirmou nesta sexta-feira, 12, que as condições climáticas "extremas" que atualmente afetam o país são fruto do aquecimento global. Enquanto as províncias situadas na região andina, centro do país, sofrem com uma severa estiagem, em áreas do litoral chuvas torrenciais causam inundações.

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"É um efeito do aquecimento global. As mudanças nos regimes de início da época chuvosa, tanto na serra como na costa, devem-se basicamente a isso", afirmou Jarrín à rádio Sonorama.

 

A seca tem afetado também algumas áreas da Colômbia e da Venezuela, onde o governo alega que a falta de chuvas, supostamente ocasionada pelo fenômeno "El Niño", está causando uma grave crise no sistema de geração de energia elétrica.

 

O funcionário equatoriano disse ainda que a região vive hoje fenômenos atmosféricos "caóticos" e muito difíceis de serem previstos. Por isso, ele pediu cuidado à população que mora em zonas consideradas vulneráveis. Devido à seca, o governo decretou o estado de emergência nas províncias de Cotopaxi, Tunguarahua, Chimborazo e Bolívar, onde amplas áreas de cultivos foram perdidas.

 

No fim do ano passado, também por causa da falta de chuvas, o Equador teve de enfrentar algumas semanas de racionamento de energia elétrica.

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