ENTREVISTA-França vê EUA como maior barreira a acordo climático

Os Estados Unidos são o principal obstáculo na reunião de Copenhague para um acordo climático ambicioso no mês que vem, disse neste domingo o ministro do Meio Ambiente da França, Jean-Louis Borloo.

EMMANUEL JARRY, REUTERS

15 Novembro 2009 | 17h58

Ele disse que Washington impõe as maiores dificuldades para um acerto. Mais cedo, líderes mundiais se reuniram em Cingapura e avaliaram que é pouco realista a expectativa de fixação de metas conjuntas a serem negociadas na reunião de 7 de dezembro.

"O problema são os EUA, não há dúvida disso", afirmou Borloo, que coordena o grupo negociador da França para Copenhague, em entrevista à Reuters.

"É a maior potência do mundo, é o maior emissor (de gases do efeito estufa), o maior emissor per capita e eles estão dizendo 'gostaria, mas não posso'. É essa a questão", destacou.

Os comentários de Borloo ocorrem um dia depois da declaração conjunta dos presidentes francês, Nicolas Sarkozy, e brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, voltada a fazer os países ricos se comprometam a cortar emissões de gases em 80 por cento até 2050 levando em conta os níveis de 1990.

Borloo disse que a França está buscando uma opção para os países que não assinaram o protocolo de Kyoto, possivelmente incluindo prazo extra de alguns anos para cumprimento de metas.

"Precisa haver pressão internacional sobre os EUA, está claro", disse Borloo. "Mas ao mesmo tempo temos de dar alguma flexibilidade na formulação."

Mas ele afirmou que isso não significa que se deva esquecer da necessidade de um compromisso "irreversível, conjunto e mensurável".

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