Shimizu/Divulgação
Shimizu/Divulgação

Energia limpa diretamente da Lua

Japão planeja cinturão fotovoltaico na Lua para gerar energia para toda a humanidade

Fernanda Fava, estadao.com.br

10 Junho 2010 | 11h29

Uma empresa japonesa de tecnologia, chamada Shimizu, está desenvolvendo planos de montar uma estação de energia solar na Lua, de acordo com informações do site de notícias ambientais Tree Hugger. "Pode parecer a mais pura ficção científica agora, mas quem sabe o que pode ser possível daqui a cem anos (se chegarmos até lá)?", diz o texto.

 

A ideia funcionaria da seguinte forma: haveria a construção de um cinturão solar de placas fotovoltaicas ao redor do equador lunar, que tem uma largura de 11 mil quilômetros. A eletricidade gerada por essas células será transportada em micro-ondas ou laser em forma de radiação para a Terra, por meio de uma antena de 20 quilômetros de diâmetro. Por outro tipo de antena, a radiação será convertida de novo em eletricidade em estações de energia.

 

Com o tempo, o cinturão poderia ter uma largura de até 400 quilômetros e seria suficiente para gerar energia limpa para toda a humanidade. Ele seria construído por robôs montados no espaço e levados para a superfície lunar por uma equipe humana de suporte. O cinturão seria construído com o máximo de materiais que possam ser retirados do próprio solo lunar.

 

Energia do espaço

Em 2009, a agência de notícia da Bloomberg anunciou um projeto semelhante, também japonês. Um consórcio da Mitsubishi com outras 16 empresas, o projeto de US$ 21 bilhões tem como objetivo construir um enorme gerador de energia solar na órbita da Terra, com capacidade para 1 gigawatt de eletricidade.

 

Construir uma base no espaço foi a solução encontrada porque, na superfície do planeta, a energia solar não pode ser obtida nem em dias nublados nem de noite. Durante os próximos três ou quatro anos, as empresas envolvidas estarão trabalhando no desenvolvimento de uma tecnologia wireless para transmissão de radiação.  

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.