Empresa pede acesso a equipamento militar para conter vazamento

Cerca de 5.000 barris diários de óleo estão emergindo do leito marítimo

Associated Press

29 Abril 2010 | 18h49

 

Tripulações lutam nesta quinta-feira para conter um gigantesco vazamento de óleo que está derramando material no Golfo do México cinco vezes mais depressa do que originalmente estimado. A mancha desloca-se na direção  do maior rio dos Estados Unidos e das mais ricas zonas de frutos do mar do país.

 

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Cerca de 5.000 barris diários de óleo estão emergindo do leito marítimo depois que uma plataforma da BP, a Deepwater Horizon, explodiu e afundou na semana passada a 65 km do litoral, deixando 11 trabalhadores desaparecidos e supostamente mortos.

 

O tempo está acabando. A Administração Nacional de Oceano e Atmosfera (NOAA) estima que a borda do derramamento pode chegar á foz do Rio Mississippi ainda nesta noite.

 

A urgência renovada fez com que a BP pedisse ajuda ao governo dos Estados Unidos para examinar o vazamento. O chefe de operações da empresa, Doug Suttles, disse que a companhia pediu ao Departamento de Defesa ajuda com equipamentos submarinos mais sofisticados que os disponíveis comercialmente. A empresa pediu meios de produzir imagens e veículos de operação remota.

 

Suttles também disse que a companhia estuda se seria viável usar produtos químicos para decompor o petróleo ainda no fundo do mar.

 

O petróleo viaja na direção do Rio Mississippi, que sobe até o centro do país, e ameaça as áreas banhadas a leste do rio, que são lar de centenas de espécies silvestres e ficam perto dos mais ricos campos de ostras dos EUA.

 

Um terceiro vazamento foi descoberto, o que elevou a estimativa de óleo despejado ao mar em cinco vezes.

 

Se o poço não puder ser fechado, cerca de 100.000 barris de petróleo, ou 15,9 milhões de litros, poderão vazar para o oceano antes que um novo poço possa ser perfurado para aliviar a pressão no vazamento.

 

O Exxon Valdez, pior caso de vazamento de petróleo da história dos EUA, lançou 41,6 milhões de litros de petróleo na Enseada Príncipe William, no Alasca, em 1989.

 

As pessoas que dependem das águas do Golfo para ganhar a vida temem a chegada do óleo. na Louisiana, Frank e Mitch Jurissich trabalham nas águas onde sua família coleta ostras há três gerações. "Há cerca de 30 minutos começamos a sentir o cheiro do óleo", disse Mitch. "É quando você sabe que está chegando perto".

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