Tânia Rêgo/ARr
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Empresa é interditada após operação contra crimes ambientais no RJ

Objetivo da ação era identificar as empresas que despejam óleo e produtos químicos no rio Calombé

Agência Brasil

03 Outubro 2012 | 15h52

Rio de Janeiro – Agentes da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), órgão ligado à Secretaria de Estado do Ambiente, fizeram na manhã desta quarta-feira, 3, uma operação para combater crimes ambientais no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Durante a operação, os agentes percorreram e vistoriaram empresas com o objetivo de identificar, multar e interditar aquelas que desrespeitam o meio ambiente, despejando óleo e produtos químicos no Rio Calombé.

Uma empresa que efetua a limpeza de caminhões-tanque e armazena os resíduos retirados dos veículos em reservatórios próprios, foi autuada e interditada, após serem constatadas irregularidades. A empresa estava com a licença ambiental vencida desde julho deste ano. Um dos responsável pela empresa foi detido e encaminhado à delegacia da região para prestar esclarecimentos.

Outra empresa vistoriada faz o transporte de óleo diesel. No local, os policiais encontraram uma substância de cor rosa, em um reservatório dentro do estabelecimento. O mesmo componente químico foi jorrado no Rio Calombé.

A ação foi motivada após um vazamento de óleo causar um incêndio, no início deste mês, atingindo casas às margens no Rio Calombé e causando intoxicação em mais de 30 moradores da região. As empresas ficam próximas ao rio e fazem o trabalho de limpeza de óleo de tanques de navios, de caminhões-tanque e de depósitos de combustíveis.

De acordo com o secretário do Ambiente, Carlos Minc, as provas foram colhidas e serão analisadas pelos técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e do Instituto Carlos Éboli. Segundo ele, o material será recolhido e analisado para identificar sua composição. Se comprovado ser óleo diesel, a empresa poderá ser multada e interditada.

"Nós temos que combater permanentemente a impunidade ambiental. A nossa orientação não é só multar, é interditar, prender e abrir processo criminal. Essa [a empresa flagrada com uma substância rosa em seus reservatórios] é uma das empresas que vai bancar os R$ 20 milhões para a despoluição do Rio Calombé. Para doer no bolso", afirmou Minc.

Essa foi a segunda operação de agentes da Cicca na região. No início do mês, a equipe de combate a crimes ambientais encontrou irregularidades em três das oito empresas vistoriadas. Todos os três estabelecimentos foram autuados e multados por poluição ambiental. Duas empresas também foram interditadas e seus diretores detidos e encaminhados à delegacia da região para prestar esclarecimentos. A multa para os crimes de poluição de rios e lagoas pode chegar a R$ 50 milhões.

Os agentes da coordenadoria contaram com o apoio da Secretaria de Segurança Pública, de policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e do Comando de Polícia Ambiental, além de técnicos do Inea e da prefeitura de Duque de Caxias. Até o fim do dia, mais empresas deve ser vistoriadas.

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