Emissões globais de CO2 caem, mas disparam na China

Dados divulgados na quarta-feira mostraram que as emissões chinesas de dióxido de carbono pelo uso de combustíveis fósseis subiram 9 por cento em 2009, contrariando a tendência global de queda, o que deve aumentar a pressão sobre Pequim nas negociações climáticas da ONU.

REUTERS

09 Junho 2010 | 11h36

As emissões chinesas de CO2 derivados de combustíveis fósseis chegaram a 7,52 bilhões de toneladas no ano passado. Já o total global registrou a primeira queda desde 1998, por causa da contração na produção industrial e no consumo de combustíveis, causada pela recessão mundial, segundo dados da empresa BP.

A China se tornou, assim, o primeiro país na história a emitir mais de 7 bilhões de toneladas de CO2 em um só ano, e se consolidou como maior emissor do mundo, depois de ultrapassar os EUA em 2008, segundo a Revisão Estatística da Energia Mundial, um documento divulgado anualmente pela BP.

A China emitiu quase 1,6 bilhão de toneladas a mais do que os EUA, cujas emissões caíram 6,5 por cento e ficaram em 5,94 bilhões de toneladas, menor volume desde 1995.

Em termos globais, as emissões caíram 1,1 por cento em relação ao recorde de 2008. Isso significa que o volume de CO2 caiu de 31,55 para 31,13 bilhões de toneladas.

As economias emergentes aumentaram sua participação em relação aos países da OCDE. Nos emergentes, as emissões subiram 5,3 por cento e chegaram a 15,25 bilhões de toneladas, ou 49 por cento do total global.

Entre os países da OCDE, houve queda de 6,2 por cento, levando a um total de 13,52 bilhões de toneladas. Na União Europeia, a queda foi de 6,4 por cento, com um volume total de 4,07 bilhões de toneladas.

(Reportagem de Michael Szabo)

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