Emissão de gases do efeito estufa por países ricos sobe em 2007

'Os números são um pouco deprimentes', disse diretor de pesquisas do Centro para Clima Internacional

Michael Szabo e Alister Doyle, Reuters

23 Abril 2009 | 13h34

A emissão de gases causadores do efeito estufa pelas nações industrializadas cresceu quase 1% em 2007, liderada por fortes altas nos Estados Unidos, mostraram dados oficiais.  

 

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As emissões de carbono de países que assinaram o Protocolo de Kyoto oscilou 0,1 para cima em 2007, principalmente devido a aumentos no Japão e no Canadá.

"Os números são um pouco deprimentes", afirmou Knut Alfsen, diretor de pesquisas do Centro para Clima Internacional e Pesquisa Ambiental em Oslo, dizendo que os países falharam na tarefa de substituir os combustíveis fósseis. "Isso mostra que não somos capazes de desligar o crescimento econômico das emissões."

Embora as emissões de dióxido de carbono de 2007 de algumas economias, incluindo Austrália e Ucrânia, ainda não estejam disponíveis, a análise de números com a mesma base de comparação mostrou que as emissões de países com metas devido ao protocolo de Kyoto foram 14% menores do que os níveis de 1990, excedendo a meta de 5% de redução até 2012.

Os dados completos de 2007 incluem Estados Unidos e Turquia, que não têm alvo pelo protocolo, mostraram uma queda de 2,1% nas emissões da indústria em relação aos níveis de 1990.

Sob o protocolo, cerca de 40 países desenvolvidos se comprometeram, em 1997, a cortar, entre 2008 e 2012, suas emissões de gases provocadores do efeito estufa em uma média de 5,2 % abaixo dos níveis de 1990. Desde então, os EUA, historicamente os maiores emissores do mundo, decidiram não ratificar o tratado.

Cientistas de clima da ONU alertam que as crescentes quantidades de CO2 na atmosfera causarão um aumento na temperatura global, o que pode levar a doenças, fome, enchentes e secas.

Especialistas acreditam que as emissões cairão em 2008 e 2009, devido à menor produção industrial e consumo de combustíveis fósseis em decorrência da crise econômica, mas alertaram que é preciso fazer mais para impedir as temperaturas globais de subirem mais de dois graus Celsius, um perigoso limiar, segundo cientistas.

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