Anja Niedringhaus/AP - 08/12/2009
Anja Niedringhaus/AP - 08/12/2009

Emergentes se opõem a texto dinamarquês de acordo climático

Países do G-77 atrasaram início dos discursos dos líderes políticos em sinal de protesto contra o novo rascunho

Efe,

16 Dezembro 2009 | 11h29

Países como Brasil, China, Bolívia e Sudão, em representação aos países do G-77, atrasaram nesta quarta-feira, 16, o início dos discursos dos líderes políticos para protestar contra a nova minuta dinamarquesa de acordo, que consideram que "saiu do nada".

 

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A ex-ministra do Meio Ambiente dinamarquesa e até então presidente da cúpula da ONU sobre mudança climática (COP-15), Connie Hedegaard, anunciou que a Presidência dinamarquesa apresentará nesta quarta-feira uma nova minuta que reunirá os resultados das duas vias de negociação.

 

Os 192 países reunidos na Dinamarca buscam selar um acordo internacional de redução de gases do efeito estufa que substitua o Protocolo de Kioto, que expira em 2012, e que determine o financiamento que os países ricos destinarão à mitigação da mudança climática nas nações em desenvolvimento.

 

As delegações do Brasil, China, Bolívia e Sudão criticaram que a Presidência dinamarquesa imponha agora um novo texto, depois que 130 países negociaram durante toda a madrugada para alcançar acordos. "Não assinaremos nenhum texto saído do nada", disse um delegado do Sudão.

 

O chefe da delegação chinesa, Su Wei, disse que essa medida "ilegítima e injustificada coloca em risco" o sucesso da conferência. "Todos tínhamos a esperança de que poderíamos seguir trabalhando sobre a base legítima dos textos que tanto nos custou para definir", afirmou.

 

Da delegação boliviana, afirmaram que o novo texto dinamarquês, ainda à espera de ser apresentado às partes, "não é o resultado de um processo democrático, transparente, participativo e includente".

 

O primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, pediu às delegações que evitassem criticar um texto que ainda não foi apresentado formalmente e disse que a proposta dinamarquesa "reúne os resultados" alcançados pelos dois grupos de trabalho da cúpula.

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