WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Restavam só 14,5% da Mata Atlântica em 2012; área devastada cai

Possíveis motivos são reflorestamentos ou recuperação natural, afirma Denise Kronemberger, do IBGE, órgão que divulgou estudo

Idiana Tomazelli e Mariana Sallowicz , O Estado de S. Paulo

19 Junho 2015 | 10h00

RIO - Apesar de ainda ser o bioma mais devastado do País, a Mata Atlântica registrou uma leve recuperação em termos de área preservada entre 2010 e 2012, segundo dados do estudo Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) 2015, divulgado nesta sexta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A área desmatada caiu de 88% para 85,5% no período. Ainda assim, dos mais de 1,3 milhão de km² originais, restam apenas 14,5%.

Os resultados refletem políticas voltadas para o incentivo à preservação. "Os possíveis motivos para essa melhora são reflorestamentos feitos no território ou mesmo a recuperação natural", afirma Denise Kronemberger, gerente de Estudos Ambientais do IBGE.

Já o desflorestamento da Amazônia, que reúne a maior biodiversidade do planeta, mostrou tendência de queda entre 2005 e 2013, atingindo o nível mais baixo em 2012. Apesar disso, a derrubada da vegetação nativa já atinge 15% da área da Amazônia Legal segundo dados de até dois anos atrás.

Em novembro de 2014, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou que o ritmo de desmatamento na Amazônia Legal diminuiu 18% em um ano até julho do ano passado. O mapeamento oficial comparou a medição feita em agosto de 2012 a julho de 2013 à do período seguinte, de agosto de 2013 a julho de 2014. A área onde houve remoção completa da cobertura vegetal passou de 5.891 km² para 4.848 km².

A pesquisa do IBGE mostra ainda que o Cerrado, segundo maior bioma do País, teve 49% da área desmatada até 2010, enquanto na Caatinga, até 2009, a perda foi de 46%. O Pampa, bioma restrito a uma única unidade da federação (Rio Grande do Sul), teve 54% da sua cobertura vegetal desmatada até 2009. Já no Pantanal, o porcentual foi de 15%.

Queimadas e incêndios. O ano de 2013 apresentou o menor número de queimadas e incêndios desde 2008, o que também contribui para a recuperação da mata nativa no Brasil. Foram 115.184 focos, enquanto em 2010 haviam sido 249.274 focos, um recorde.

Entre os Estados com maiores números de focos de calor em 2013, estão Pará (20.542), Mato Grosso (17.768) e Maranhão (16.189). Por bioma, houve redução do número de focos em todos eles entre 2012 e 2013.

A maior ocorrência, assim como nos anos anteriores, foi na Amazônia (48.929), seguida pelo Cerrado (42.622). Os demais somados (Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa) corresponderam a 20% do total de focos de calor há dois anos.

Mais conteúdo sobre:
IBGE

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.