AP/Aquário Municipal de Peruíbe
AP/Aquário Municipal de Peruíbe

Em 15 dias, mais de 500 pinguins mortos no litoral de SP

Causas ainda são desconhecidas; Ibama deve divulgar laudo nesta sexta (23)

Manuel Cunha Pinto, estadao.com.br

22 Julho 2010 | 18h14

Mais de 500 pinguins foram encontrados mortos nas praias do litoral sul de de São Paulo desde o último dia 6, causando preocupação a biólogos da região. Acredita-se que a poluição e a falta de alimentos são as principais causas para o número elevado. Uma mudança climática brusca ocorrida no litoral gaúcho durante o último fim de semana também pode estar relacionada com as mortes. Contudo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deve divulgar nesta sexta (23) um laudo explicando o ocorrido.

 

Thiago Nascimento, biólogo do Aquário de Peruíbe, afirmou ao Planeta que em um ano comum apenas uma dezena de pinguins mortos é registrada na cidade litorânea. Só no último sábado (17), foram recolhidos ali mais de uma centena de animais da espécie pinguim-de-magalhães, característicos de águas temperadas e que migram por vezes até o Brasil vindos das zonas costeiras de Argentina, Chile e Ilhas Malvinas. O especialista explicou que, mesmo a espécie sendo classificada como em pouco risco de extinção, ela sofreu um decréscimo de 20% ao longo das duas últimas décadas.

 

Nesta quinta-feira (22) o Aquário de Peruíbe recebeu dois pinguins-de-magalhães vivos que, debilitados, passam por tratamento veterinário para se recuperar. Eles fazem companhia a outro que foi recolhido na última sexta-feira (16). No domingo (18), o aquário também acolheu um jovem albatroz, ave oceânica que não frequenta as praias da região, provavelmente trazido por correntes e ventos fortes.

 

 

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