Eleva-se número de mortos por Hanna; Ike dirige-se par Bahamas

O violento furacão Ikeatravessava o Atlântico na quinta-feira dirigindo-se para asBahamas e para a costa leste dos EUA enquanto aumentava para 90o número de pessoas mortas em enchentes e deslizamentos deterra provocados pela tempestade tropical Hanna no Haiti. O Hanna passou pelo leste do grande arquipélago de 700ilhas que forma as Bahamas percorrendo um caminho que o levaráà fronteira dos Estados norte-americanos da Carolina do Norte eda Carolina do Sul, no sábado, onde deve chegar como um furacãofraco. O Ike não representa nenhuma ameaça imediata e ainda é cedodemais para dizer se ameaçaria as ilhas do Caribe, a CostaLeste dos EUA ou as áreas norte-americanas de extração depetróleo no Golfo do México. O Ike perdeu um pouco de sua força na quinta-feira depoisde expandir-se rapidamente em um período de poucas horas um diaantes, deixando de ser uma tempestade tropical paratransformar-se em um furacão de Categoria 4 na escalaSaffir-Simpson (de cinco níveis). A tempestade tropical Josephine também atravessava oAtlântico rumo a oeste, seguindo na esteira do Ike mas perdendoforça. Esse grande número de fenômenos climáticos do tipo ocorredepois da destruição provocada pelo furacão Gustav no Caribe ena costa da Louisiana. O Gustav saiu do mar a oeste de NovaOrleans, poupando em grande parte a cidade devastada pelofuracão Katrina três anos atrás. A sequência de tempestades comprova as previsões de que atemporada de furacões deste ano, que dura seis meses, seráagitada, apesar de não ser provável que supere o recorde de2005, quando foram registradas 28 tempestades tropicais, entreas quais o Katrina. MORTOS NO HAITI A agência de proteção civil do Haiti disse que 37 das 90mortes relacionadas com o Hanna haviam ocorrido na cidadeportuária de Gonaives, onde as enchentes pareciam estarretrocedendo. O Gustav matou ao menos 75 pessoas nesseempobrecido país de 9 milhões de habitantes e cuja maior parteda população vive com menos de 2 dólares por dia. Os moradores de Gonaives continuavam isolados no teto desuas casas dois dias depois da elevação do nível das águas, e ogoverno não soube informar o que aconteceu com as pessoas queestavam em hospitais e prisões. O grupo de ajuda humanitária ActionAid disse que serianecessário intensificar os esforços de auxílio no país,atingido por distúrbios de rua em abril devido à disparada dopreço dos alimentos. "O país todo está debaixo das águas e o Hanna destruiuplantações em vários pontos", afirmou Raphael Yves Pierre,diretor da entidade no Haiti. O presidente haitiano, René Préval, descreveu a situaçãocomo "catastrófica", comparando-a com as enchentes provocadasem 2004 pela tempestade tropical Jeanne e que mataram mais de3.000 pessoas na área de Gonaives. O Hanna perdeu um pouco de sua força na quinta-feira, masainda apresentava ventos de 105 quilômetros por hora. Segundo oCentro Nacional de Furacões, um órgão dos EUA, a tempestade setransformará em um furacão na sexta-feira. (Reportagem adicional de John Marquis em Nassau)

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