Jason Strazius/AP
Jason Strazius/AP

Elefantes começam a utilizar primeira passarela da África dedicada ao mamífero

Inaugurado há um mês, túnel reconecta dois habitats de elefantes separados por uma rodovia

AP,

28 Janeiro 2011 | 18h11

Já entardecia nas encostas arborizadas do Monte Quênia, e o tráfego havia diminuído na principal rodovia da região. Foi quando três elefantes cruzaram a estrada pelo primeiro túnel dedicado à espécie na África. A ideia, aparentemente simples, apresenta uma solução para o crescente conflito entre homens e animais nos biomas africanos.

 

O túnel, que custou US$ 250,000, provenientes de doações, reconecta duas áreas ocupadas por populações de elefantes que haviam sido separadas por anos pela rodovia, no Quênia. Os animais atravessaram a passagem sem colocar motoristas, palntações ou residentes da vila próxima em perigo.

 

“Foi a primeira vez que conseguimos registrar elefantes utilizando a passagem. Não esperávamos que fosse acontecer tão rápido”, disse Susie Weeks, oficial exectuiva da Mount Kenya Trust, uma das ONGs parceiras do projeto. Com 4,5 metros, o túnel foi aberto no final de Dezembro de 2010.

 

A vida selvagem africana têm sofrido os impactos do desenvolvimento humano. Vilas e plantações se instalam em áreas que, por séculos, foram habitats naturais de animais selvagens. A nova passagem de elefantes liga habitats das áreas elevadas do Monte Quênia, com 2 mil animais, e das florestas baixas e planícies e planícies, com 5 mil.

 

Iain Douglas-Hamilton, fundador da ONG Save the Elephants, disse que também foi aberto um “corredor” de cercas com 14 quilômetros, que se estende para os dois lados do túnel, para ajudar os elefantes a se locomoverem para cima e para baixo em busca de comida e amigos. O corredor e o túnel, juntos, custaram US$ 1 milhão.

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