Economista defende repasse de custo ambiental aos preços

Para Sérgio Besserman, modelo clássico de crescimento econômico do século 20 não serve mais

ESPECIAL PARA O ESTADO

29 Agosto 2014 | 19h32

SÃO PAULO - O economista e professor da PUC-RJ foi um dos convidados do quinto encontro da série Fóruns Estadão Brasil 2018, que abordou questões ligadas ao Meio Ambiente. Confira uma síntese, em três perguntas, de sua visão sobre o assunto:

1. Como conciliar o desenvolvimento e a preservação ambiental?

Sabemos hoje que os custos para o desenvolvimento econômico e social da degradação da capacidade da natureza de continuar a nos oferecer clima, água, solos, biodiversidade etc, são gigantescamente maiores do que os da preservação. 

2. O Brasil conseguiu um bom equilíbrio ambiental?

Tivemos um êxito importante na redução do desmatamento da Amazônia, mas continuamos a pensar a questão como se existisse uma dicotomia entre desenvolvimento e preservação. Na realidade, é o oposto. A maior chance do Brasil para uma inserção competitiva na economia global é radicalizar na transição para uma economia de baixo carbono; encontrar caminhos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e outros biomas e, simultaneamente, “limpar” e tornar mais eficiente a nossa infraestrutura, que é péssima e porca.

3. O que podemos fazer para mitigar os efeitos nocivos do desenvolvimento desordenado?

Primeiro tem de haver um acordo global para que o custo ambiental seja repassado às mercadorias. 

Mais conteúdo sobre:
foruns estadao brasil 2018

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.