Sara Johannessen/EFE
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Economista aponta pouca vontade política para cortar CO2

Britânico é o criador do relatório referência para cálculo do custo das mudanças climáticas para o planeta

Manuel Cunha Pinto, O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2010 | 11h35

Criador do relatório que é referência para o cálculo do custo das mudanças climáticas para o planeta, o economista britânico Nicholas Stern afirmou que falta vontade política para que aconteçam reduções significativas nas emissões de carbono. “Sabemos o que fazer, mas há grandes obstáculos, como a falta de compreensão dos benefícios de se fazer as coisas de uma outra maneira”, disse.

 

Para o economista, que está em São Paulo para participar do Fórum de Varejo 2010, a próxima década abrigará uma revolução industrial na qual a redução de emissões será ponto fundamental. “Será a revolução mais criativa de todas”, diz. O autor do Relatório Stern tratou do investimento em energias limpas e da eficiência do seu uso como um dever. “Os consumidores cada vez mais buscam informações sobre a fonte de energia daquilo que compram, o que faz com que o papel dos fornecedores seja muito importante.”

 

Stern elogiou os investimentos no desenvolvimento de energia limpa e a seriedade no tratamento ao tema pelo Brasil, país que considera bastante vulnerável à mudança climática. “Lula foi um dos poucos a sair de Copenhague com crédito”, afirmou, apontando para a fracassada conferência climática de 2009.

 

 

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