Economia circular é estratégia essencial para a sustentabilidade
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Economia circular é estratégia essencial para a sustentabilidade

Grande parte das metas de redução das emissões pode ser alcançada pelo uso mais racional das matérias-primas

Ambipar, Estadão Blue Studio
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03 de julho de 2022 | 00h01

Promover a economia circular – ou seja, o reaproveitamento de resíduos na cadeia produtiva – é essencial para assegurar a sustentabilidade do planeta. Estima-se que 45% das metas globais de redução das emissões poderiam ser alcançadas pelo uso mais racional das matérias-primas, o que envolve a necessidade de planejar em detalhes como será o pós-vida dos produtos.

“Quando uma empresa estabelece um compromisso climático, como se tornar net zero, a gente certamente consegue ajudar muito com projetos de economia circular. Há uma imensidão de possibilidades nesse campo”, afirmou o diretor de Sustentabilidade do Grupo Ambipar, Rafael Tello, durante o painel Economia circular, um dos pilares para a economia de baixo carbono, que fez parte da programação do Summit ESG 2022, promovido pelo Estadão entre 21 e 24 de junho.

Especializado em gestão ambiental, o Grupo Ambipar tem a promoção da economia circular como um dos seus pilares estratégicos. Uma das 30 empresas adquiridas pelo grupo no ano passado, a Boomera Ambipar acumula dez anos de atuação nessa vertente, com vários projetos significativos realizados. O fundador e CEO da Boomera Ambipar, Guilherme Brammer, foi o outro convidado do painel, conduzido pela jornalista Rita Lisauskas.

“Promover a economia circular é simplesmente imitar a natureza, onde tudo é reaproveitado”, disse Brammer. “Precisamos trocar o chip do sistema linear de produção, com o qual todos fomos acostumados. Não podemos apenas rever as tecnologias, é necessário rever também os processos. A indústria precisa mudar uma mentalidade que predomina há décadas. Não é fácil, mas é necessário e urgente.”

Brammer ressaltou que a transformação passa por rever a estratégia de obsolescência programada, que encurta propositalmente a vida útil dos produtos para impulsionar o consumo, e por combater a tradicional cultura da posse, que em muitos casos não se justifica. “A maioria das pessoas que compram uma furadeira a utiliza por pouquíssimos minutos ao longo de anos. É óbvio que o uso compartilhado faz muito mais sentido em casos assim”, ele exemplificou.

Futuro possível

Estima-se que, hoje, mais de 100 bilhões de toneladas de recursos sejam inseridas na economia global a cada ano, o que supera em 50% a capacidade de oferta sustentável do planeta. De acordo com artigo recente do World Resources Institute, apenas 8,6% desse volume é reusado ou reciclado. A disposição inadequada de todo o material que sobra nessa conta contribui para a poluição do ar, da água e do solo. Em contrapartida, a consultoria Accenture projeta a disponibilidade de US$ 4 trilhões na economia global para financiar a busca de soluções envolvendo economia circular.

Rafael Tello lembrou que o Grupo Ambipar assumiu a missão de influenciar outras empresas e todo o ecossistema de negócios na direção da sustentabilidade – não apenas no Brasil, mas também nos outros 15 países em que a organização já está atuando. Para isso, tornou-se apoiadora institucional do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), instituição que é a criadora e guardiã da Agenda 2030, composta pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), principal referência das metas corporativas no aspecto ambiental, social e de governança (ESG). “Temos divulgado amplamente a visão de que trabalhar a economia circular significa aproveitar oportunidades de negócios e gerar valor para as empresas”, afirmou o diretor de Sustentabilidade do Grupo Ambipar. 

Uma das especialidades da Boomera Ambipar é encontrar destino correto para os materiais mais complexos de reciclar – missão que inclui parcerias com cooperativas de reciclagem de todo o País, envolvendo mais de 8 mil cooperados nos processos de coleta, triagem e melhorias de seus desenvolvimentos e capacidade produtiva, fomentando ainda mais a cadeia de reciclagem.

Basicamente, as ideias surgem dos desafios apresentados pelos clientes. Um exemplo é a construção de instrumentos musicais a partir da reciclagem de sachês de refresco em pó, origem do projeto “Reciclar é show”, que distribuiu diversos instrumentos musicais para escolas. Hoje a empresa oferece soluções em escala, desde resinas recicladas de alta performance até filmes especiais, atendendo a diversas necessidades do mercado brasileiro.

O trabalho desenvolvido pela Boomera Ambipar vem sendo reconhecido dentro e fora do País. No final de maio, Brammer esteve no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, para receber um prêmio ao lado de outros inovadores sociais de diversas nacionalidades. Para ele, a associação com o Grupo Ambipar reflete a convergência de propósitos entre as duas empresas. “Ambas nasceram com o projeto de proporcionar ao mercado ações mais sustentáveis para o meio ambiente e para a sociedade. Esse é um futuro possível.”

Acompanhe aqui a íntegra do painel.

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