É preciso unir preservação e desenvolvimento, diz Marina Silva

Ministra defende maior participação do Exército em ações efetivas de fiscalização contra o desmatamento

Da Redação,

28 de fevereiro de 2008 | 11h39

"O melhor dos mundos seria que, mesmo com desenvolvimento, o desmatamento caísse no País". A afirmação é da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que participou na manhã desta quinta-feira, 28, de fórum promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo, no Museu Brasileiro da Escultura (Mube), na inauguração da exposição fotográfica Amazônia Sem Retoques.  Se você não conseguiu acompanhar o fórum ao vivo, clique aqui para acessar os vídeos do Fórum Amazônia.  Veja também: Amazônia: Ainda há tempo? Números e mapas do desmatamento  Entrevista de Marina Silva à TV Estadão Fórum Amazônia (vídeo em  8 partes) Durante o evento, que também contou com a participação do secretário do Meio Ambiente do Estado do Amazonas, Virgílio Viana, e do ex-ministro do Desenvolvimento Econômico, Luiz Fernando Furlan, a ministra defendeu a produção agrícola consciente, para o desenvolvimento econômico do País. "Temos que lembrar da agricultura, da pecuária e da exploração florestal. É um trabalho de todo mundo", argumentou.  A ministra tem estado na berlinda desde a polêmica divulgação do crescimento do desmatamento na Amazônia, que teria ocorrido nos últimos meses de 2007, e a repercussão disso em outras esferas do governo federal. Segundo a ministra, o Planalto tem dialogado com todos os segmentos da sociedade e transformado em política pública as idéias da academia e de ONGs. "O segmento mais difícil de dialogar talvez seja o florestal", disse ela. Com a operação de um força-tarefa para conter o desmatamento em Estados como Pará e Amazonas em andamento, a ministra voltou a pregar a colaboração do Exército para efetivas as políticas públicas anti-desmate.  "Usamos aviões para ações de fiscalização e seus homens ajudam a solucionar conflitos. A presença deles evita problemas na fiscalização, como em Tailândia (PA)".  Forças federais tiveram de ser enviadas a Tailândia para retirar madeira cortada ilegalmente, já que a economia da cidade gira em torno da atividade e a  apreensão causou desemprego e revolta no local. Segundo ela, o governo está organizando um grupo permanente do Exército para dar suporte a essas operações.  Grandes reportagens A ministra cumprimentou o Estado pela iniciativa de publicar a revista Grandes Reportagens - Amazônia. "Nós carecemos de produtos que tratem temas dessa magnitude com diferentes enfoques", disse ela.  O evento foi realizado após a abertura da exposição fotográfica Amazônia Sem Retoques, que traz fotografias produzidas para a revista Grandes Reportagens - Amazônia, publicada em novembro pelo jornal e ainda nas bancas.  O fórum debateu o desenvolvimento econômico da maior floresta tropical do mundo e as ações realizadas pelo Estado do Amazonas em relação à preservação. A ministra e o secretário foram entrevistados pelo diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, e pelos jornalistas Paulo Sotero, Washington Novaes e Carlos Marchi.  Amazônia Sem Retoques. Mube - Avenida Europa, 218. De terça-feira a domingo, das 10 às 19 horas. Até o dia 23 de março. 

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