'É importante sabermos quanto cada país emitiu no passado'

Três perguntas para Thomas Stocker, climatologista, um dos coordenadores do IPCC

Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2013 | 02h08

O senhor acredita que a proposta do Brasil de calcular quanto historicamente cada país emitiu de gases de efeito estufa é factível? Não tenho uma resposta definitiva. Essa proposta foi formulada recentemente e é preciso considerar se há evidência científica suficiente para que possamos definir uma metodologia - e este trabalho ainda não foi feito.

A geração desses dados não poderia aumentar as acusações entre os países e atravancar ainda mais as negociações? Como cientista, digo que precisamos colocar todos os fatos na mesa. E como sabemos hoje quanto cada país joga de carbono na atmosfera e de quais setores, é importante responder também a essas questões em relação ao passado. Mas é uma tarefa difícil porque não dá para voltar para trás e olhar um relatório.

O relatório do IPCC desde ano trouxe ainda mais certezas científicas de que a Terra está aquecendo e de que a responsabilidade é do ser humano. O sr. acha que agora os negociadores ouvirão a ciência? Nos esforçamos muito para apresentar nossas descobertas da forma mais simples possível: as 19 mais importantes declarações estão em menos de duas páginas. Oferecemos tudo o que pudemos da ciência para passar uma mensagem compreensível para os formuladores de políticas.

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