Discussões sobre clima precisam de novas iniciativas--Blair

O ex-primeiro-ministro britânico TonyBlair pediu neste sábado que os maiores emissores de gasescausadores do efeito estufa no mundo lancem uma revolução paracombater as mudanças climáticas. Ele disse que trabalhará para introduzir uma nova estruturapara diminuir as emissões de carbono. Blair afirmou em um encontro das nações do G20, que incluemde Estados Unidos a Indonésia e África do Sul, que anecessidade de ação era clara e urgente e que acreditava queparte da solução seria o renascimento da energia nuclear. OsEUA são os maiores emissores de carbono do mundo. "Alcançamos um momento crítico de decisão sobre mudançasclimáticas. Há poucos céticos genuínos restando. Se houveralgum", afirmou Blair aos ministros de energia e meio ambientedo G20 em Chiba, perto de Tóquio. "Se o cidadão médio dos Estados Unidos emitir per capita umdécimo do que emite atualmente, e os cidadãos britânicos ejaponeses, um quinto, não estamos falando sobre ajustes,estamos falando sobre uma revolução", afirmou Blair aosrepresentantes. O cidadão médio norte-americano emite o equivalente a 24toneladas de dióxido de carbono por ano. Na China, esse númeroé de cerca de quatro toneladas. As conversas em Chiba são tidas como um diálogo, não umanegociação, e os ministros estão lá para discutir formas defrear as emissões de carbono, transferir tecnologias e criarmeios para que as nações em desenvolvimento invistam em energialimpa. Ao final da primeira sessão sobre tecnologia, umrepresentante disse que Brasil, África do Sul, Indonésia eÍndia rejeitaram o rótulo de grandes emissores, como havia sidodefinido em um fórum separado criado pela administração Bush. "Eles dizem que podemos ser grandes economias, mas nãosomos grandes emissores se você olhar para os números percapita", afirmou o representante, acrescentando que havia umadivisão entre as nações em desenvolvimento e a pressão japonesade metas para as emissões das indústrias.

CHIKAFUMI HODO, REUTERS

15 de março de 2008 | 12h26

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