Discurso de Obama tem endereço: a China

Presidente diz que é preciso fechar um acordo, por mais imperfeito que seja, e cobra que a China se deixe monitorar

18 Dezembro 2009 | 11h31

De acordo com o jornal americano The New York Times, o discurso do presidente americano é claramente endereçado à China, cuja relutância em se deixar monitorar, no tocante à emissões de gases de efeito estufa, está travando as negociações em Copenhague. Obama disse que o tempo de conversar já passou e que é preciso ter uma maneira de saber se todos estão cumprindo seus compromissos. "As medidas de monitoramento não precisam ser intrusivas, ou infringir a soberania dos países", ressaltou Obama.

 

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O premiê chinês Wen Jiabao, que discursou antes de Obama, ressaltou o compromisso da China com a redução de emissões e repetiu a promessa de reduzir a initensidade do dióxido de carbono emitido (a medida de emissões por unidade economicamente ativa), entre 40% e 45% até 2020.

 

Ele afirmou que a China irá reportar suas emissões como parte de um plano internacional de redução, mas não deu sinais de que irá concordar com uma verificação realizada por um organismo externo. "Nós não estamos impondo nenhuma condição com relação a metas para nenhum outro país. Estamos totalmente empenhados em cumprir ou mesmo ultrapassar as metas."

 

Incomodado com o pronunciamento de Obama, Lula disse que os países desenvolvidos estavam na COP para "barganhar". Segundo ele, o Brasil poderia até colaborar com um fundo de apoio global, contando que a conferência resulte em um acordo bom para todos.

 

Posteriormente, Obama se reuniu a portas fechadas com o o premiê chinês Wen Jibao e, segundo um porta-voz da Casa Branca, os representantes dos dois maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo poderiam trabalhar em uma proposta bilateral de acordo, para depois incluir os outros países.

 

Logo após essa conversa, Obama se reuniu com líderes de outros países, como Reino Unido, Austrália e Rússia, na tentativa de selar um acordo final. (com informações do The New York Times, AP e Reuters)

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