Dinamarca propõe redução de 50% em emissões até 2050

Pela iniciativa dinamarquesa, seriam feitos esforços para que o aquecimento global médio se limite a 2°C

KRITTIVAS MUKHERJEE, REUTERS

30 Novembro 2009 | 11h11

A Dinamarca preparou uma proposta para a reunião climática de dezembro em Copenhague que levaria a uma redução de 50% nas emissões de gases do efeito estufa até 2050, em comparação aos níveis de 1990, graças principalmente a iniciativas dos países ricos.

 

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A proposta à qual a Reuters teve acesso diz que os países ricos devem ser responsáveis por 80% dos cortes globais das emissões. O documento, que pode servir de base para um acordo político na reunião da ONU, sugere que o mundo adote 2020 como o ano em que as emissões atingirão seu auge. Mas a proposta não especifica metas intermediárias para os países desenvolvidos, como querem as nações mais pobres.

Pela iniciativa dinamarquesa, seriam feitos esforços para que o aquecimento global médio se limite a 2 graus Celsius. "As partes deveriam se unir construtivamente para fortalecer a capacidade mundial para combater a mudança climática", disse o texto.

Há um quase consenso de que não há mais tempo hábil para que a reunião de 7 a 18 de dezembro resulte em um novo tratado climático de cumprimento obrigatório, já que não houve acordo entre países ricos e pobres sobre quanto cada um deve reduzir nas suas emissões e quem pagará a conta pela mitigação e adaptação à mudança climática.

A expectativa agora é que a reunião da ONU sirva para definir um acordo político que no futuro servirá de base para um novo tratado, possivelmente em 2010.

A proposta dinamarquesa deve ser mal recebida pelos países em desenvolvimento, que reivindicam uma ajuda de dezenas de bilhões de dólares por ano para o combate à mudança climática.

Países desenvolvidos, como Grã-Bretanha e França, já ofereceram a criação de um Fundo de Lançamento de Copenhague que atingiria US$ 10 bilhões por ano. Os países em desenvolvimento aceitam isso apenas como "financiamento interino", mas afirmam que talvez fossem necessários até 300 bilhões de dólares.

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