Diminuição de CO2 é ligada à formação do gelo da Antártida

Pesquisadores também sustentaram modelos climáticos que ligam derretimento do gelo ao aumento desse gás

Reuters,

14 Setembro 2009 | 19h05

Foto: Reuters

 

Uma equipe de cientistas estudando amostras de rochas na África mostrou uma forte ligação entre a queda nos níveis de dióxido de carbono e a formação das plataformas de gelo da Antártida, há 34 milhões de anos.

 

Esses resultados são os primeiros a fazer essa ligação, sustentando modelos de computador que previam a criação das coberturas de gelo quando os níveis de CO2 caem, e o derretimento desse gelo quando o nível de dióxido sobe.

 

A equipe das Universidades de Cardiff, Bristol e Texas passou semanas nas florestas da Tanzânia com uma guarda armada como proteção contra leões para extrair amostras de pequenos fósseis que poderiam revelar os níveis de CO2 na atmosfera há 34 milhões de anos.

 

Os níveis de dióxido de carbono, o principal gás estufa, caíram misteriosamente durante esse tempo em um evento chamado a transição climática Eoceno-Oligoceno.

 

"Essa foi a maior mudança climática desde a extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos", disse a co-autora Bridget Wade.

 

Foto: Reuters

 

O estudo reconstruiu os níveis de CO2 durante esse período, mostrando uma queda perto do momento em que se formaram as calotas polares. Os níveis de CO2 estavam entre 750 partes por milhão, cerca do dobro dos níveis atuais.

 

"Não há amostras do ar daquela época que possamos medir, portanto precisamos encontrar algo que possamos medir que responda às mudanças de CO2 na atmosfera", disse Paul Pearson.

 

Pearson, Wade e Gavin Foster coletaram amostras na vila de Stakishari na Tanzânia onde há depósitos de um particularmente bem preservado microfóssil que pode revelar níveis passados de CO2.

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