Dilma diz que Brasil não tem como abrir mão de hidrelétricas

Para a presidente, energias eólica e solar ainda não complementares na matriz energética

Altamiro Silva Junior e Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

27 Setembro 2015 | 15h38

Nova York - A presidente Dilma Rousseff reconheceu em entrevista a jornalistas nas Nações Unidas neste domingo, 27, que existem problemas na construção de usinas hidrelétricas, como a de Belo Monte, mas avisou que elas são fundamentais e que o Brasil ainda "não pode abrir mão" desse tipo de fonte de energia.

Dilma reagiu as frequentes críticas de que o Brasil não está atento à defesa da terra dos índios e afirmou que o governo tem feito "imenso esforço para compatibilizar a geração de energia com a preservação ambiental". "Vamos lembrar que nós temos no Brasil, acho que uma França, um pouquinho mais do que uma França, de reserva indígena", disse aos jornalistas. 

A presidente reconheceu os problemas na construção de usinas no Brasil, mas afirmou que essas questões não podem ser uma barreira para melhorar a matriz energética do país. "Tem falha? Ah, não tenha dúvida que tem. Mas fato de ter falhas não significa que a gente vá destruir esse processo. Pelo contrário, temos de reconhecê-las e melhorar", afirmou. 

"O Brasil não pode abrir mão da hidroeletricidade ainda. O País abrirá quando ele ocupar o potencial que tem para ocupar. Ele terá de abrir", disse ela, destacando que o desafio então é como substituir esse tipo de geração de energia. "Nós estaremos diante dos mesmos desafios que países desenvolvidos estão. Eu espero que até lá tenham se desenvolvido mais tanto a energia solar quanto a eólica." 

A presidente afirmou que essas fontes renováveis de energia ainda são complementares à energia fornecida pelas hidrelétricas. "Porque não tem como armazenar solar e eólica", disse.

PIB. Dilma afirmou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) alimenta o volume de emissões dos gases do efeito-estufa, mas que o Brasil vai reduzir as emissões ao mesmo tempo que a economia cresce, por meio de metas "ousadas".

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