AFP PHOTO / AUSSIE ARK
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Diabos-da-tasmânia nascem na Austrália continental três mil anos após desaparecimento

A notícia chega menos de um ano depois que 26 exemplares adultos foram soltos no extenso santuário Barrington Tops, que é cercado para protegê-los

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2021 | 13h01

SYDNEY - Os diabos-da-tasmânia (ou demônios-da-tasmânia) em estado selvagem desapareceram da parte continental da Austrália há cerca de três mil anos, mas grupos conservacionistas anunciaram, nesta terça-feira, 25, que exemplares destes marsupiais reintroduzidos se reproduziram em estado natural.

Estes nascimentos trazem a esperança de que o esforço para sua preservação seja bem-sucedido.

Aussie Ark e outros grupos conservacionistas revelaram que sete desses mamíferos carnívoros nasceram em uma reserva selvagem de 400 hectares, em Barrington Tops, ao norte de Sydney.

A notícia chega menos de um ano depois que 26 exemplares adultos foram soltos no extenso santuário, que é cercado para protegê-los.

Os conservacionistas classificaram este projeto como "histórico", similar ao retorno bem-sucedido dos lobos ao Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, na década de 1990. 

"Uma vez que (os diabos) estavam de volta à selva, tudo dependia deles, o que era angustiante", comenta o presidente da Aussie Ark, Tim Faulkner.

"Ficávamos observando-os de longe até que chegou a hora de agir para confirmar o nascimento dos nossos primeiros filhotes selvagens. Foi um grande momento!", comemorou.

Os guardas florestais examinaram as bolsas (ou marsúpios) das fêmeas e encontraram os filhotes em "perfeito estado de saúde".

Os diabos-da-tasmânia pesam até 8 quilos e têm pelo preto ou marrom. Alimentam-se de outros animais de seu ambiente, ou de cadáveres. Em geral, não são perigosos para os humanos. 

Na Austrália continental, especula-se que eles tenham sido exterminados por matilhas de dingos (cães selvagens), há cerca de três mil anos. 

Conhecidos por seu forte rugido, pelas mandíbulas poderosas e por sua ferocidade ao enfrentar adversários, seja por comida, ou por parceiros, os diabos são classificados como um espécie em perigo de extinção. 

Calcula-se que cerca de 25 mil deles ainda vivam na ilha da Tasmânia. 

A Aussie Ark pretende soltar mais diabos-da-tasmânia na reserva, nos próximos anos, junto com outras espécies. O objetivo é introduzi-los, posteriormente, em áreas sem cercas, onde enfrentarão um maior número de ameaças e perigos./AFP

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