Dia Mundial do Meio Ambiente pede fim do vício em carbono

O secretário-geral da ONU disse que aquecimento global tornou-se a questão mais importante da era atual

Reuters

05 Junho 2008 | 12h10

A Organização das Nações Unidas (ONU) conclamou o mundo nesta quinta-feira, 5, no Dia Mundial do Meio Ambiente, a deixar de lado o vício de produzir dióxido de carbono (CO2), afirmando que todos precisam participar do combate às mudanças climáticas.       Veja Também:  Lula diz que não vai permitir palpites sobre a Amazônia  Especial sobre o Dia do Meio Ambiente   Acompanhe a trajetória do desmatamento na Amazônia; abril teve mais desmate  Leia a edição online da Revista da Amazônia   Fórum: é possível salvar a floresta amazônica?    O secretário-geral da entidade, Ban Ki-Moon, disse que o aquecimento global tornou-se a questão mais importante da era atual e prejudicaria tanto os mais ricos quanto os mais pobres. "Nosso mundo viu-se tomado pelo perigoso vício do carbono", disse Ban em um comunicado feito no Dia Mundial do Meio Ambiente, que vem sendo celebrado por meio de eventos realizados no mundo todo e cuja parte principal ocorre em Wellington, capital da Nova Zelândia. "O vício é algo terrível. Ele nos consome e nos controla, nos faz negar importantes verdades e nos cega para as consequências de nossas ações", afirmou em um discurso feito para reforçar o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano, "CO2 - Deixe esse Vício". A celebração, criada em 1972, representa o principal dia da ONU para lembrar o mundo das questões ambientais e pretende dar uma face humana aos problemas e soluções relacionados com o meio ambiente. A Nova Zelândia, que exibe montanhas de pico nevado, fiordes intocados e praias isoladas que serviram de cenário para a trilogia "Senhor dos Anéis", prometeu tornar-se neutra em termos de emissão de carbono. "Nós nos orgulhamos de nossa identidade como uma nação limpa e conservacionista e estamos determinados a adotar medidas para proteger isso. Nós estamos cientes de que proteger o clima significa uma mudança de comportamento da parte de todos nós", afirmou Helen Clark, primeira-ministra neozelandesa. A Nova Zelândia realizou festivais de arte e de rua para divulgar mensagens sobre como as pessoas podem reduzir o uso de carbono. Na Austrália, o Zoológico de Adelaide encenou um café-da-manhã selvagem a fim de mostrar aos gerentes de empresa como as emissões de carbono afetam os habitats dos animais. Na capital de Bangladesh, Daca, há planos de limpar o lago Gulshan Baridhara, hoje bastante poluído. Em Katmandu, no Nepal, o Festival do Rio Bagmati também realizará ações de limpeza nesse curso d'água. Muitas cidades asiáticas, tais como Bangalore e Mumbai, pretendem realizar campanhas de plantio de árvores, ao passo que a cidade de Pune, na Índia, inaugurará o "Templo do Meio Ambiente" a fim de divulgar a mensagem da conservação ambiental. Já na Europa, uma região que pretende liderar a batalha contra as mudanças climáticas, a data deve passar quase em branco. A Grã-Bretanha pediu a seus moradores que adotem medidas conservacionistas, enquanto o Ministério do Meio Ambiente do país convocou os britânicos a se prepararem para mais enchentes, a usarem menos água e a protegerem os animais selvagens. As emissões de carbono resultantes da queima de combustíveis fósseis ampliam-se a uma grande velocidade, e os cientistas prevêem que o fenômeno provocará a elevação do nível dos oceanos, o derretimento das geleiras e o surgimento de tempestades, secas e enchentes mais intensas. Uma cúpula a ser realizada pelo Grupo dos Oito (G8), no Japão, em julho, deve formalizar a meta acertada um ano atrás de, até 2050, reduzir o volume das emissões para um patamar 50 por cento inferior ao registrado em 1990.

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