ADRIANA MATTOSO/SMA
A Mata Atlântica deveria cobrir boa parte da faixa litorânea brasileira, se estendendo desde o Rio Grande do Sul até o Rio Grande do Norte. ADRIANA MATTOSO/SMA

Devastação na Mata Atlântica aumenta em oito Estados; em SP, exploração imobiliária é causa

São Paulo e Espírito Santo lideram com taxas acima de 400% na destruição florestal; Alagoas e Rio Grande do Norte também registraram desmatamento, mas não constavam em estudo anterior para termos de comparação

Pablo Pereira, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2021 | 11h00
Atualizado 26 de maio de 2021 | 12h46

A devastação da Mata Atlântica explodiu em São Paulo e no Espírito Santo nos últimos dois anos. Segundo levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica, em 2019/2020, os dois Estados ficaram no topo da lista de destruição florestal com taxas acima dos 400%, em relação ao período de 2018/2019. O ES registrou taxas de mais de 462% na perda da cobertura vegetal, seguido por SP, com 402%. A explicação no caso paulista seria a expansão da exploração imobiliária. Em pelo menos dois Estados, Rio e Mato Grosso do Sul, a porcentagem mais do que dobrou.

As informações, divulgadas nesta quarta-feira, 26, véspera do Dia Nacional da Mata Atlântica, comemorado em 27 de maio, mostram que o crescimento da devastação ocorreu em oito dos 17 Estados monitorados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Espírito Santo). Alagoas e Rio Grande do Norte também registraram desmatamento, mas não constavam do estudo anterior. A Paraíba não foi incluída no levantamento.

No total, segundo o estudo, foram desflorestados 13.053 hectares (130 quilômetros quadrados) da Mata Atlântica no período - dado que, embora tenha o percentual geral 9% menor em relação ao levantamento de 2018-2019 (14.375 hectares), representa um crescimento de 14% em relação a 2017-2018 (11.399 hectares), quando o desflorestamento atingiu o menor valor da série histórica. O projeto, criado para monitorar as mudanças na cobertura vegetal desse bioma brasileiro, existe desde 1989.

"Esse total de 13 mil hectares de devastação representa muito porque trata-se de um bioma no qual qualquer perda tem um impacto imenso na biodiversidade e nos serviços desse ecossistema", afirmou Luís Fernando Guedes Pinto, diretor da Fundação SOS Mata Atlântica (leia a entrevista).

Seis Estados - Piauí, Pernambuco, Paraná, Sergipe, Bahia e Minas Gerais - registraram melhora nos índices, com taxas abaixo dos 76% no desmatamento. O Piauí apresentou a maior queda. Entre 2017-2018, o Piauí aparecia no quarto lugar da lista, com 1.558 hectares devastados. Neste último período (2019/2020), foram 372 hectares derrubados, informa o levantamento.

As informações são do Atlas da Mata Atlântica, estudo realizado desde 1989 pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com os pesquisadores, atualmente restam apenas 12,4% da cobertura original de Mata Atlântica, bem abaixo do limite mínimo "aceitável" de 30%. Grande parte dessas áreas de florestas está dividida em propriedades privadas. 

De acordo com a fundação, o projeto de recuperação das áreas degradadas conta com apoio de empresas como a Ypê, de produtos de limpeza, e a Nespresso, produtora de cafés, ambas com atuação e parcerias em projetos de restauração do bioma da Mata Atlântica. A Ypê já plantou mais de 1 milhão de árvores em 20 municípios paulistas, com investimentos que somam até R$ 14 milhões. A Nespresso, por sua vez, investiu cerca de US$ 170 mil, plantando 70 mil árvores de 60 espécies nativas em programa de recuperação da Bacia do Rio Pardo, município de São Sebastião da Grama, no interior paulista.

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Diretor da Fundação SOS Mata Atlântica: ‘Volta da devastação é preocupante’

Segundo Luís Fernando Guedes Pinto, o que mais preocupa é a variação na taxa de devastação entre os períodos analisados

Pablo Pereira, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2021 | 11h00

A tarefa de governadores que querem ser protagonistas do clima na reunião de Glasgow, em novembro, não é simples. É preciso trabalhar para estancar o desmatamento que voltou a crescer no bioma da Mata Atlântica, regularizar o Código Florestal e também evitar o avanço do convite à devastação incentivado pelo governo federal. A avaliação é do diretor da Fundação SOS Mata Atlântica, Luís Fernando Guedes Pinto, ao comentar os dados do Atlas que mostram a volta do desmatamento na Mata Atlântica em dez dos 17 Estados analisados. “Os dados são preocupantes”, disse Guedes Pinto ao Estadão.

O diretor da fundação destacou que São Paulo e Espírito Santos são os Estados que mais chamam a atenção no novo quadro, embora os dados agregados do bioma inteiro tenham diminuído em 9%. “Mas esses dados ainda representam impacto maior do que dois anos atrás, quando tivemos o menor valor da série histórica. A gente achava que a tendência era de continuar diminuindo, mas a tendência foi interrompida”. 

De acordo com o diretor da fundação, houve pequenas reduções em Estados mais desmatadores, mas os números continuam muito altos. Ele explicou que SP e ES têm participação relativamente menor no conjunto, embora haja, sim, uma explosão nas taxas de uma situação que estava bastante controlada. “No ES, eles já estavam no desmatamento zero, mas como houve aumento dramático, acendeu a luz amarela”, argumentou Guedes Pinto. “O ES é um Estado 100% Mata Atlântica. E o desmatamento saltou de 13 hectares para 75 hectares, um número baixo, mas com variação alta, + 462%. Já em São Paulo, saímos de 43 hectares para 218 hectares de devastação, uma taxa expressiva de +402%”, afirmou.

Veja trechos da entrevista:

Qual a situação em São Paulo?

A gente via que o Estado de SP estava próximo de chegar no desmatamento zero. Quem está abaixo dos 100 hectares de desmatamento está próximo do zero, essa é a referência. Mas SP e ES saíram dessa categoria. Há um grande aumento no desmatamento.

Há Estados que tiveram números melhores?

Alguns Estados apresentam resultados que podem ser comemorados com cautela. Na Mata Atlântica, cada hectare tem muito valor. O Piauí, por exemplo, teve uma redução no porcentual. Mas seria irresponsável comemorar isso porque ainda houve desmatamento de 372 hectares no Estado. Para a Mata Atlântica, isso é muito. Até porque lá há pouca Mata Atlântica. E a gente esperava que chegasse a zero também.

Quais são as áreas mais impactadas no Estado de SP?

São dois vetores principais que devem ser observados. Em geral, nas áreas de grandes desmatamentos para expansão da agricultura, da agropecuária, o desmate ocorre em áreas contínuas maiores, de mais de 50, 100, 150 hectares. Aqui em São Paulo, o padrão é de desmatamentos menores. Eles acontecem muito em volta das cidades, para expansão da exploração imobiliária. Então, a gente tem desmatamentos na cidade de São Paulo, nas áreas de mananciais, no litoral, na região de Campinas. É um conjunto de vários pequenos desmatamentos, onde as florestas somem para dar lugar a condomínios e loteamentos.

Nas bordas de áreas metropolitanas?

Sim, são áreas metropolitanas. Nas grandes cidades e no litoral, onde há obras de infraestrutura. Esse é o padrão do Estado de SP.

O que pode ser feito para conter esse novo aumento? É possível ter ações neste momento?

Certamente que sim. São ações que estão na mão dos governos estaduais e dos municípios. Agora, é importante termos em mente que há um ambiente que está sendo criado para desmantelar o sistema, acabar com a legislação ambiental. É um convite ao desmatamento feito pelo governo federal. E isso contamina. A Mata Atlântica já é protegida por lei. É o único bioma que tem lei específica de proteção. Então, qualquer ataque a este bioma precisa ser justificado. Porém, a gente tem de lembrar que no ano passado o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, fez despacho que praticamente revogava a Lei da Mata Atlântica. Isso, depois, foi julgado como inadequado, mas o ministro entrou com ação no STF, já que por pressão da sociedade teve de recuar. Tudo isso é sinal claro de pressão contrária à preservação ambiental. Veja o caso do Licenciamento Ambiental, que acabou de ser aprovado na Câmara. É regra que pode resultar em mais desmatamentos. Há uma série de obras de condomínios, de saneamento, agricultura, que vão ser dispensadas de serem licenciadas. Isso tudo pode aumentar o impacto.

Mas o que pode ser feito de imediato?

Bom, a gente quer a aplicação da lei que já existe. Além disso, precisamos estancar esse ambiente político e institucional que convida ao desrespeito da lei. Há uma expectativa de impunidade, de que as leis sejam desmontadas, alteradas, até não existirem mais. Num ambiente normal, diria que bastaria reforçar a fiscalização, com Estados e municípios aplicando a lei. Mas, agora, é preciso contornar esse clima que diz que o meio ambiente é barreira ao desenvolvimento e que prejudica os investimentos e que defende que investimentos são despenalizados. A gente precisa aplicar a lei, aplicar as multas, que não estão sendo recolhidas.

 

O sr. quer dizer que há uma ameaça ao sistema legal de proteção, é isso?

Sim. Há uma ameaça clara à Lei da Mata Atlântica. Por enquanto, todas as instâncias estão dizendo que ela deve prevalecer, é lei específica, que prevalece sobre a lei geral e deve ser aplicada. Até o momento, isso está claro. Mas existe um movimento para que ela seja revogada. Esse é um dos objetivos do ministro do Meio Ambiente, ou seja, de acabar com a Lei da Mata Atlântica. E as dispensas no Licenciamento também, por exemplo, estradas, como os ajustes do Rodoanel, em São Paulo. Essa lei aprovada na Câmara, ainda não aprovada no Senado, dispensaria o licenciamento e, portanto, o controle sobre esses desmatamentos, inclusive derrubando eventuais medidas compensatórias. Tudo isso é bastante preocupante.

Com essa ameaça à legislação, pode-se ter aumento também para o próximo ano?

Pela tendência do governo federal, sim. Há um risco de aumento pelo desmantelamento que continua em curso. Agora, cabe aos governos estaduais resistir. Uma vez que a legislação federal está bastante ameaçada, os governadores, que têm seus compromissos com o clima, compromissos ambientais, vão ter de redobrar suas ações. E, note, essa mudança no licenciamento some com instrumentos que deixarão de existir até para governadores que queiram agir para controlar as agressões ao meio ambiente. Há um convite à devastação, feito pelo governo federal.

O que o sr. espera desses Estados, como SP e ES?

Olha, a gente tem compromissos dos governadores, tanto de SP quanto do ES, com a conservação do meio ambiente. Eles fazem parte da aliança dos governadores pelo clima, com a maioria dos governadores do País. Eles querem levar um protagonismo para a Conferência do Clima, em Glasgow, e para isso eles vão ter de fazer a lição de casa de voltar àquela situação de controle que havia. Se eles realmente querem se destacar como líderes do clima, como se posicionam, cabe a eles o controle. E, veja, acabar com o desmatamento da Mata Atlântica é o mínimo, é a lição de casa. É o básico. Mas é preciso também incentivar, de fato, a restauração da Mata Atlântica em grande escala. Porque, veja, a agenda desse bioma não é o fim do desmatamento. A agenda é a restauração, a gente recuperar a Mata Atlântica. O Estado de São Paulo, por exemplo, tem só de APPs (Área de Proteção Permanente) a serem restauradas mais de 600 mil hectares de Mata Atlântica, que foram desmatados ilegalmente em APP. Se você juntar com cerrado, são mais de 700 mil hectares só em APPs. São florestas de beira de rio, de nascentes, que não atrapalham a agricultura, que garantem ou evitam as crises hídricas. Então, esses governadores vão ter de resolver o desmatamento e restaurar. Tudo isso é bastante diferente das ações na Amazônia, onde há desmatamentos em larga escala.

Como pode ocorrer essa ação dos governadores?

Agir pela regulamentação do Código Florestal, pelo PRA. O que vai nortear essa restauração da Mata Atlântica é o Código Florestal e cada Estado faz isso por meio da regulamentação dos Programas de Regularização Ambiental (PRAs). Essas ações estão muito atrasadas. Então é preciso fiscalizar, para parar o desmatamento, e fazer o Código Florestal virar realidade no campo, plantando árvores, fazendo os produtores rurais plantarem árvores. E, na esfera federal, trabalhar com as bancadas no Congresso para tentar segurar os retrocessos de Brasília. São ações que estão ao alcance dos governadores.

 

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'Objetivo é chegar a 700 mil árvores', diz líder do Nespresso AAA de Qualidade Sustentável

Guilherme Amado fala sobre a parceria da empresa com a Fundação SOS Mata Atlântica em áreas de cultivo de café

Pablo Pereira, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2021 | 11h00

O projeto da Fundação SOS Mata Atlântica de recuperação das áreas degradadas conta com apoio de empresas como a Nespresso, produtora de cafés. A iniciativa já resultou em investimento de cerca de US$ 170 mil para reintroduzir 70 mil árvores de 60 espécies nativas na Bacia do Rio Pardo, município de São Sebastião da Grama, no interior paulista.

"Eu coordeno um programa de relacionamento com as fazendas de café. É um programa com três pilares: qualidade, sustentabilidade e produtividade, uma iniciativa que já completa 16 anos no Brasil. Temos linhas de investimentos na produção de cafés, mas hoje há um grande desafio também importante que é o das mudanças climáticas", diz Guilherme Amado, líder do Programa Nespresso AAA de Qualidade Sustentável. 

"Nós atuamos em 17 países e o Brasil é o maior produtor para a Nespresso. É um programa com mais de 110 mil fazendas. No Brasil, 1.200 fazendas de café. E nós nos preocupamos com a restauração das bacias hidrográficas. Temos uma abordagem de restauração de áreas APP, lindeiras, nascentes, beira de rios, que é feita com plantio de árvores", conta. 

Segundo ele, a empresa mira na chamada "cafeicultura regenerativa", com a manutenção de um solo saudável, preservação da biodiversidade e proteção dos recursos hídricos. Para cumprir parte do objetivo, iniciaram um projeto na região do Cerrado mineiro, o "Consórcio Cerrado das Águas", focado no desenvolvimento local a partir de pilares de restauração e social. 

Na sequência, tiveram a ideia de incluir a Mata Atlântica, atuando na região do Vale da Grama, onde a empresa opera com a variedade bourbon amarelo. No Vale, há também uma diversidade de cultivos, como plantio de oliveiras, macadâmias, abacateiros. Tudo numa bacia importante não só para o café, mas do aspecto social e com grande potencial gigantesco de turismo. 

"Fizemos lá um diagnóstico de 154 nascentes, localizamos uma área a ser restaurada, de 277 hectares. E começamos por nós mesmos. Mas aí tivemos contato com a Fundação SOS Mata Atlântica, com o programa deles 'Florestas para o Futuro'", conta Amado. "Disso começou um projeto com um investimento de US$ 100 mil, para em 5 anos chegarmos a 700 mil árvores restauradas nas nascentes e áreas lindeiras aos cursos de água."

De acordo com Amado, hoje o projeto, sem data para terminar, já conta com investimentos de US$ 170 mil, cobrindo o plantio de árvores e monitoramento: "A ideia agora é conectar o projeto com a nossa agenda de carbono. Nós já anunciamos a neutralização de toda a pegada de carbono até o próximo ano. Aí, a primeira iniciativa é o plantio de árvores dentro cadeia de produção de café, mas paralelo ao programa, temos outros projetos sociais, com parceria com o Sebrae na região."

"Acreditamos que temos a responsabilidade de capacitar os atores locais, mas depois, eles, na região do Vale da Grama, vão assumir o trabalho, como fizemos no Cerrado, onde a associação já anda por si só", garante o executivo. "A gente já é só parceiro. Mas o primeiro passo é fundamental.”

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'Ações em sustentabilidade são essenciais para longevidade do negócio', afirma presidente da Ypê

Waldir Beira Junior diz que empresa já recuperou o equivalente a cerca de 400 campos de futebol na Mata Atlântica

Pablo Pereira, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2021 | 11h00

A empresa de produtos de limpeza Ypê também se empenha em projetos de restauração do bioma da Mata Atlântica, com o plantio de mais de 1 milhão de árvores em 20 municípios paulistas. Waldir Beira Junior, presidente da empresa, afirma que a área recuperada na Mata Atlântica equivalente a cerca de 400 campos de futebol. 

O que é o projeto Florestas Ypê e como é a participação da empresa?

A Ypê mantém uma parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica com o Projeto Florestas Ypê, desde 2007. Trata-se do plantio de mudas de árvores nativas em áreas de preservação permanente, com o objetivo de preservar os mananciais para perenizar e garantir a disponibilidade do recurso vital que é a água. O projeto contribui para recuperar áreas degradadas da Mata Atlântica em propriedades rurais que precisam cuidar de suas Áreas de Preservação Permanente, reservas legais ou ainda restaurar outras áreas para estar em acordo com o Código Florestal Brasileiro e com a Lei da Mata Atlântica. No ano passado, em 2020, quando completou 70 anos, a Ypê celebrou o plantio de 1 milhão de árvores com o projeto Florestas Ypês. 

Quantos hectares foram recuperados no Florestas Ypê e em qual região?

Ao todo são 400 hectares de área plantada, equivalente a cerca de 400 campos de futebol, em 20 municípios do estado de São Paulo e 100 diferentes espécies nativas da Mata Atlântica. Apenas em 2020, foram 150 mil mudas plantadas. A Ypê tem o objetivo de contribuir para a conservação da biodiversidade, beneficiar comunidades envolvidas e proteger os recursos hídricos do país. Por isso, as plantações são feitas em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal.

Há ações desse tipo também em outros biomas?

Não. A Ypê priorizou ações no bioma da Mata Atlântica pois a maior parte das plantas da empresa estão localizadas neste bioma. É o caso de outro projeto apoiado exclusivamente pela Ypê e também em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, o Observando os Rios, que faz o monitoramento da qualidade da água de 249 rios em 17 estados onde há cobertura da Mata Atlântica.

O que esses projetos de restauração florestal significam para a Ypê e seu negócio?

Por 13 anos temos colaborado ininterruptamente com o plantio de árvores e recomposição de florestas. É um legado que ficamos muito felizes em deixar como herança e investimento para a qualidade de vida das gerações futuras. O ativo ambiental é um dos mais importantes para a empresa. Porque tem a ver com a sustentabilidade em seu conceito mais amplo. Não apenas no aspecto da ecologia, mas também do negócio, da operação, e da própria sustentabilidade da sociedade. As fábricas da Ypê têm tecnologia de ponta, com compromisso constante de aprimoramento, e seguem com rigor os princípios e valores da companhia de preservação do meio ambiente. 

A utilização racional dos recursos naturais e a minimização do impacto ambiental das suas atividades são exemplos das linhas de atuação da empresa. As ações em sustentabilidade ambiental, como o Projeto Florestas Ypê, são essenciais para a longevidade do negócio e de toda a sociedade. Acreditamos que as empresas têm papel fundamental a desempenhar nesta área. Em tempos de ESG (a sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança), a agenda ambiental passou a ser decisiva tanto para investidores aportarem recursos quanto para consumidores engajados em reduzir o impacto ambiental. Para a Ypê, que já tem a sustentabilidade em seu DNA, essa importância da agenda ambiental não é uma opção, ela faz parte do nosso propósito.

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