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Detritos marinhos somam 10 milhões de pedaços em dia de faxina mundial

Sandálias de dedo encontradas no Ártico revelam o quanto o lixo percorre pelos mares

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14 Abril 2010 | 11h45

Mais de 10 milhões de pedaços de entulho foram retirados das praias do mundo num único dia do ano passado. Mas, para Philippe Cousteau, as sandálias encontradas no Ártico norueguês simbolizam a natureza global do problema do lixo marinho.

 

"Vimos chinelos de dedo boiando nessas ilhas no norte da Noruega perto do Círculo Ártico", disse Cousteau, ambientalista e neto do famoso oceanógrafo Jacques Cousteau, em uma entrevista por telefone.

 

Os comentários dele eram sobre as estatísticas sobre lixo marinho divulgadas na terça-feira, 13, pelo grupo Ocean Conservancy.

 

"As pessoas não usam chinelos de dedo no Ártico, ao menos se estiverem sãs", disse Cousteau. "Acho que as pessoas estão começando a perceber que isso é um problema global."

 

O relatório detalhou a quantidade e o tipo de lixo coletado por voluntários em um dia de 2009 ao longo da costa de seis continentes e nas praias dos cursos de água nos continentes, ressaltando que, até 80% do lixo marinho, tem origem na terra.

 

"O lixo se move e nenhuma praia, barranco de rio ou de lago fica intacto - não importa quão remoto ele seja", escreveu Vikki Spruill, diretora-executiva do Ocean Conservancy, na introdução do relatório.

 

No ano passado, 10.239.538 pedaços de lixo foram retirados das margens das praias em um dia - 19 de setembro de 2009 - por cerca de meio milhão de voluntários na limpeza costeira internacional anual de conservação. O dia da faxina deste ano foi marcado para 25 de setembro.

 

Mais de 40% do total foi coletado nos EUA, incluindo desde tampas de garrafa até máquinas de lavar, material de construção, fraldas, camisinhas e resíduos médicos. A maior parte dos voluntários era dos EUA, quase o triplo do número das Filipinas, que registrou o segundo maior número.

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